sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Registro. Seminário auto-iluminação com Divaldo Pereira Franco. Itumbiara, GO

14-02-2018

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio
AUTO ILUMINAÇÃO
O teatro Maria Pires Perillo, da cidade de Itumbiara no estado de Goiás, recebeu um público de 1000 pessoas para participarem do seminário Auto Iluminação proferido pelo tribuno Divaldo Franco.
Desde os primórdios da conquista da razão, a Humanidade vem se questionando: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Por que sofremos?
Na busca das respostas se debruçaram filósofos, religiosos e na psique do Subconsciente e o Consciente vislumbrado por Jean-Martin Charcot (1825-1893) em suas pesquisar em La Salpêtrière em Paris.
Charcot teve uma influência muito especial sobre Freud, a tal ponto em que este decidiu homenageá-lo dando seu nome primeiro filho. Por cerca de 4 meses Freud esteve em Paris junto de Charcot o que lhe marcou profundamente. Vivamente interessado em hipnose, Freud estagiou junto ao mestre, objetivando aperfeiçoar a sua própria técnica.
Surge no cenário como discípulo de Freud o suíço Carl Gustav Jung aprofundando a sonda da pesquisa que o levou a ampliar o entendimento da psique humana o que permitiu-lhe concluir que a psique (alma) possui uma estrutura bem definida formada pelo Consciente, Inconsciente (Pessoal e coletivo), Arquétipos (padrões de comportamento herdados - marcas antigas) a Sombra (o oposto a aquilo que sou e que me recuso a reconhecer e agrupa tudo aquilo que desejamos ocultar dos outros).
Dá-se conta Jung que somos compostos por uma duplicidade: O Self (aquilo que somos) e que agrega as experiências de todas as gerações, e que contém nosso inconsciente coletivo e que é denominado pelo Espiritismo de Perispírito. Já o Ego é a nossa personalidade, e que o Espiritismo esclarece serem as nossas paixões negativas.
Jung estabelece que a razão primordial da vida (psicologicamente falando) é dar ao indivíduo a oportunidade de encontrar o seu todo, no que ele denominou de estado Numinoso ocasião em que logrará obter a perfeita harmonia entre os 2 polos opostos (ego e self) que vivem em permanente luta interior do ser. O resultado dessa luta interna é a deterioração dos Sentimentos ou o seu oposto, a perturbação da Razão 

O Ego é consciente, atento e vamos encontra-lo na Razão, enquanto que o Self é Inconsciente – habitante do sentimento - vive “adormecido” aguardando que o despertemos.
Nosso desafio é obter a harmonização entre esses dois polos em uma totalidade, caso contrário nos tornamos vítimas das manifestações em desalinho dos sentimentos, geradoras de emoções muitas vezes descontroladas. Ilustrando essa dualidade Divaldo cita o livro do escritor escocês Robert Stevenson (1850-1894) com o nome de “O Médico e o Monstro” obra que narra a história do Dr. Jekyil que na busca por extirpar do ser humano o seu lado mau, ruim e negativo, desenvolve uma substância. O que ele consegue – ao ingerir ele próprio a substância - foi dissociar esses polos (o bem e o mal) dando surgimento ao cruel monstro Mr. Hyde (oculto, escondido em inglês).
Nossa tarefa não é separar ou anular, aniquilar uma ou outra polaridade, mas sim integrá-la em um ser completo e harmonioso.
Após muito tempo estacionados na Consciência de sono – sempre priorizando o Ego atendendo-lhe os comandos pelo ter, possuir, gozar - é muito natural (embora equivocado) que à semelhança do Dr. Jekyil queiramos compensar o tempo “perdido” forçando a transformação e tornando-nos “puros” artificialmente como se nossas imperfeições fossem alijadas por um processo qualquer.

De maneira alguma devemos encarar e rotular nossos conflitos – gerados pela “luta” entre o Ego e o Self (quando atendemos um em prejuízo do outro) – como inimigos e assim pensando combate-los como se com eles estivéssemos em guerra. A maneira correta e eficaz é a de considerarmos que esses conflitos foram por NÓS mesmos gerados, em função do nível de consciência que então possuíamos, são parte integrante do TODO que somos e por essa razão não devem ser hostilizados, odiados, mas sim orientados e receber o esclarecimento deles nos “libertando” pela transformação, similar ao que fazemos com um filho rebelde.
Assim, devemos centrar nossas energias na transformação do Egoísmo em Altruísmo mediante o contínuo trabalho e esforço para nos libertar da escravização do EGO e dos seus malefícios desenvolvendo a primazia do SELF (Ser profundo), mediante a INTEGRAÇÃO do Ego no Self.
“O Ego deve ser estruturado para adquirir consciência da sua realidade, não conflitando com o self que o direciona, única maneira de libertar a sombra”. Joanna de Ângelis, Em Busca da Verdade

Divaldo fala em seguida da Persona que é um complicado sistema de relação entre o Consciente e a Sociedade. É uma espécie de máscara com as funções de produzir um efeito sobre os outros e, ao mesmo tempo, ocultar a verdadeira natureza do indivíduo, dessa forma para cada papel social que uma criatura exerça há o desenvolvimento d uma persona específica “exigida” pela sociedade ou pela coletividade. Dessa forma adotamos uma persona para cada local ou situação de convivência. No lar e família temos uma Persona, enquanto temos outra para o ambiente profissional etc.
“Buscando enganar a sua realidade mediante a própria fantasia, o homem moderno procura a projeção da imagem SEM o apoio da consciência. Evita a reflexão esclarecedora, que o pode desalgemar dos problemas, e permanece em continuas tentativas de negar-se, mascarando a sua individualidade”. Joanna de Ângelis, O Homem Integral.
Para melhor entender as forças que nos dirigem – muitas vezes sem nos darmos conta – Divaldo nos fala das Emoções (Reações do organismo físico aos fatos que nos ocorrem) e que devemos aprender a controlar submetendo-as à Razão governando-as e não sendo por elas governados.
A conquista da auto iluminação exige tempo e esforço pessoal, e se configura o grande desafio existencial.
Aprimorar os valores éticos e morais aprofundando-os está diretamente atrelado ao interesse (vontade), do empenho, da constância de propósito e das realizações de cada um.
Pode-se chegar a esse nível pela meditação, reflexào ou também pelo amor.
Nos dias atuais Amor é uma expressão muito desgastada e confundida com as sensações do sexo que, ao contrário do verdadeiro amor, entorpece e exaure a criatura por herança do instinto.

O amor não egóico é a base mais robusta para a construção sadia da personalidade por produzir comportamentos equilibrados e realizadores.
Encerrando o seminário Divaldo compartilha os passos ou etapas e padrões que podemos adotar para obtermos a iluminação interior resumidos aos seguintes tópicos:
1. A vida é indestrutível e nascemos para amar a vida
2. Nascemos para poder superar-nos a nós mesmo.
3. O mal que me fazem não é o que me faz mal. O mal que me torna uma pessoa má é o mal que eu faço aos outros
4. Seja você quem tem a honra de servir. Nós nascemos para servir o local mais provável de se encontrar a felicidade de se amar.
5. Perdoe ao próximo como deve perdoar-se a si mesmo. Somos falíveis e, portanto, sujeitos a tropeços e erros. Ao constatar que errou, não permaneça no equívoco. Levante-se e recomece a caminhada sem recriminações e auto depreciação ou responsabilizando os outros. Assuma a responsabilidade.


(Informação recebida em email de Jorge Moehlecke)


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Registro. Encerramento do 34º. Congresso Espírita do Estado de Goiás. Goiânia

13-02-2018.

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio
Derradeiro dia do 34º Congresso Espírita do Estado de Goiás. Os quase 3300 participantes buscam acomodar-se para a Conferência de encerramento a ser conduzida por Divaldo Franco e cujo tema é: A Gênese – Filosofia, Ciência e Religião – Em Busca de Deus.
Divaldo dá início a conferência narrando a história de humilde lenhador que após beneficiar um homem santo e sábio que necessitava de amparo e abrigo. Como gratidão o beneficiado deu ao lenhador um conselho:
— Homem, penetra na floresta.
O lenhador aceitou o conselho e adentrou-se ä floresta e descobriu um mundo de riquezas naturais que o transformou em um multimilionário empresário.
O tempo transcorreu e já avançado na idade, o agora milionário, deu-se conta de que a vida farta materialmente, era, contudo, um enorme vazio existencial.
Amargurado, pôs-se a refletir sobre sua vida e pareceu-lhe ouvir no recôndito da alma a voz do sábio que lhe dizia:
— Homem, penetra na floresta.
O ex-lenhador silenciou sua voz e mente e mergulhou profundamente em seu mundo íntimo onde pode finalmente encontrar a paz que tanto almejara a vida toda, pois dera-se conta de que doravante jamais seria atingido pelas ocorrências exteriores.
Finalmente percebera que o mais importante da vida e conhecer-se a si mesmo.
Divaldo silencia por um breve tempo para a seguir citar o filósofo latino Cícero: “A História é a pedra de toque que desgasta o erro e faz brilhar a verdade” e 16 séculos mais tarde com base nas palavras de Cícero, Francis Bacon o filósofo inglês observou que uma filosofia superficial inclina a mente do homem para o materialismo, mas uma filosofia profunda conduz as mentes humanas para a religiosidade.
Esse encontro é definido por Jung como individuação onde o eixo ego integrado ao self permitindo uma integração com o arquétipo inicial: o velho/a velha ou ainda o sábio/ a sábia.
Porém, para lograrmos esse nível de consciência não podemos permanecer estagnado e buscarmos o real sentido da vida.
Em seguida Divaldo aborda a filosofia da Grécia e detalha o pensamento e definições das diversas escolas filosóficas sobre o sentido da vida:
Epicuro afirmava – pelo pensamento Epicurista ou hedonista – que o propósito da vida pode ser alcançado com o TER coisas e prazer. Porém, junto com o verbo TER está atrelado o verbo PERDER.
Mais tarde surgiu Diógenes do pensamento Cínico que afirmou que a o sentido existencial se obtém em NADA TER. Desdenhando os bens transitórios passou a habitar um tonel. Desconsiderou, em Corinto, o convite que lhe fora feito por Alexandre Magno, desprezando a honra de governar o mundo ao seu lado e admoestando-o por tomar-lhe o que chamava "o meu sol". Diógenes constatou, porém mais tarde, que o nada ter acabava por gerar a escravidão pelo desejo de ter.
No século XX, marcado pelas 2 grandes guerras que ceifaram mais de 100 milhões de vida torna-se um campo fértil para as filosofias pessimistas e maaterialistas cujo expoente é Jean Paul Satre (1905-1980) para o qual Deus não existe e, portanto, não há, também, a natureza humana, posto que não há Deus para concebê-la e assim a única natureza do ser humano é a biológica, ou seja, a sobrevivência. Não existindo Deus não existem igualmente “prontos” valores ou leis morais que possam nortear o ser. Estamos sós e sem necessidade de justificativas para os nossos atos e comportamentos.
Emoldurando esse pensamento Divaldo narra a história de Meursault, personagem do livro O Estrangeiro de Albert Camus – auto proclamado discípulo de Satre - que retrata bem o comportamento existencialista a e a frieza com que age diante das situações.
Essas doutrinas, pensamentos e filosofias – embora respeitáveis – representam a ideia de criaturas humanas – por definição imperfeitos e parciais.
A Doutrina dos Espíritos por sua vez desvela um manancial quase que inesgotável de conhecimento, com o propósito de elevar a criatura humana fornecendo-lhe a oportunidade de identificar o sentido existencial, reiterando os ensinamentos do Cristo submetidos com os conhecimentos transcendentes da imortalidade da alma, das vidas sucessivas e da caridade.
Abençoada Doutrina que nos responde questões fundamentais e tão antigas quanta a Humanidade: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Por que sofremos?
Doutrina que ensinam com irretocável lógica as leis morais da vida que estabelecem que temos direitos, mas também temos deveres e as consequências morais de nossos atos.
Lamentavelmente a Ciência desdenha e despreza essas considerações e até mesmo evitam pesquisar receosos de serem discriminados pela inteligência acadêmica arrogante e presunçosa.
Entre as exceções, Divaldo cita o célebre investigador, pesquisador e vencedor do Prêmio Nobre de Medicina Charles Robert Richet (1850-1935) médico fisiologista francês que após extensas pesquisas e experiências juntos de médiuns e cujos resultados estão descritos em todos os seus detalhes em o livro “O Tratado da Metapsíquica” mas o eminente pesquisador francês escreveu o livro filosófico-romântico “A Grande Esperança” a respeito de suas vivências contendo não somente os dados frios das pesquisas, mas o conteúdo da alma de quem observou e comprovou a existência da vida após a morte do corpo físico. Richet inicia o livro questionando: Por que existes? Por quem? Para quê? Por quê a vida te impôs a vida? E após todas as suas considerações conclui na segunda parte do livro que dá o nome ao livro: “Aquilo que nós pensamos é verdade: a imortalidade da alma é uma verdade indubitável”.
O Espiritismo vem convidar-nos ao autoconhecimento o meio mais eficaz para conquistarmos a felicidade na Terra, conforme exarado na resposta à questão 919 de O Livro dos Espíritos: Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? "Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo". Não é TER, mas SER mediante o conhecimento de si próprio como ocorreu com o lenhador da narrativa pela qual Divaldo iniciou a conferência.
Proposta que antecipa em quase um século o pensamento de Carl Gustav Jung sobre a individuação (autodescobrimento).
Mas Allan Kardec para trazer à luz essa Doutrina libertadora é obrigado a enfrentar todos os obstáculos existentes entre os acadêmicos e a elite da inteligência francesa o Iluminismo movimento cultural no século XVIII que procurou mobilizar o poder da razão, a fim de reformar a sociedade e o conhecimento herdado da era medieval.
O epicentro do iluminismo deu-se na França resultando na publicação da grande Encyclopédie editada por Denis Diderot com as contribuições de inúmeros intelectuais como Voltaire e Montesquieu.
A humanidade oprimida, até então, pela intolerância religiosa e privilégios aos nobres e ao clero ansiava por se libertar desses jugos.
A partir desses ideais e a par com uma severa crise o povo revoltou-se e em 14 de julho de 1.789 com a queda da Bastilha teve início a Revolução Francesa.
Divaldo, dando continuidade ao prólogo de sua mensagem principal vai buscar um personagem símbolo desses dias: Pierre Gaspard Chaumette (1763 –1794) político Frances e pertencente ao grupo dos ultras radicais fanáticos no período da Revolução Francesa e que considerava ser a religião uma relíquia das superstições da era medieval e não mais correspondendo às conquistas intelectuais obtidas com o Iluminismo.
Chaumette considerava a Igreja e os inimigos da Revolução Francesa como sendo a mesma coisa e apoiado em seu fanatismo iniciou o movimento de descristianização do povo Frances.
A campanha de descristianização é uma extensão da filosofia materialista, mas também mesclada de ressentimento e revanchismo contra a Igreja e o Clero, com o confisco dos bens da Igreja, o calendário Gregoriano sendo substituído pelo Calendário Republicano Frances com a abolição dos dias santos.
O auge da campanha de descristianização ocorreu na Catedral de Notre Dame de Paris no dia 10 de novembro de 1.793 quando se deu a destruição do altar da catedral e a entronização da deusa Razão (representada pela atriz Mademoiselle Candeille) em substituição a Deus. A partir de então nesta data passou-se a comemorar o Festival da Razão.
Esse é o clima que imperava quando surgiu a Codificação fato que não foi capaz de desmotivar o insigne Allan Kardec que enfrentou a dificuldade dedicando suas energias para publicar A Gênese – a mãe das obras espíritas – coroando e caracterizando assim a tríplice abrangência do Espiritismo: Filosofia, Ciência e Religião.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Registro. Divaldo Pereira Franco em Goiânia, GO

12/02/2018- noite

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio

Dando continuidade às atividades de divulgação no 34º Congresso Espírita do Estado de Goiás, Divaldo Franco apresenta a Conferência com o tema: Vida, Presente de Deus.
Divaldo inicia o desenvolvimento do tema abordando a constituição do Universo ocorrida há 14.000.000.000 bilhões de anos com o Big bang, evento que deu origem à toda a matéria existente – hoje – no Cosmo e também ao espaço e ao tempo.
Na realidade – prossegue Divaldo - o Big bang formou apenas átomos de hidrogênio e o mais importante as 4 forças – Gravidade, Eletromagnetismo, Força Nuclear Forte e a Força Nuclear fraca – que atuando sobre a incomensurável nuvem de hidrogênio começaram a construir a matéria. A Gravidade atraindo os átomos de hidrogênio foi aglutinando-os e pressionando-os até atingirem a imensa temperatura de 15.000.000 ºC o que possibilitou a fusão do hidrogênio produzindo um novo elemento o Hélio e a sobra da fusão transformou-se em energia. Assim nasce uma estrela que por bilhões de anos emitirá sua luz - fiat lux.
A estrela segue seu trabalho incansável no que a ciência denomina de Nucleossíntese Estelar e no seu amago as fusões seguem: Hidrogênio convertido em Hélio, depois Hélio em Lítio, e assim sucessivamente produzindo todos os elementos ilustrados na Tabela Periódica. Pela força da Gravidade, todos esses elementos permanecem retidos no interior da estrela. Todo esse esforço da estrela seria inútil, mas Deus, colocou uma “pequena” particularidade. Quando a estrela tenta fundir o átomo de Manganês em Ferro há um consumo de energia maior do que é produzida na fusão e o sutil equilíbrio entre a energia produzida na fornalha nuclear perde para Gravidade e a estrela explode em uma supernova espalhando todos os elementos que estavam armazenados em seu interior.
Esse é o processo de formação de TODA a matéria existente no Cosmo e que constituem, igualmente, os nossos corpos físicos. Do pó das estrelas surge nossos corpos que extinta a vida física voltam à sua constituição original. Como asseverado em Genesis 3:19: Do pó viemos e para o pó restituiremos nosso corpo.
Tudo isso para produzir o Mundo Físico proporcionando-nos o ensejo de reencarnarmos acelerando nosso progresso intelecto e moral.
Há 4.500.000.000 de anos – em um canto remoto da Via Láctea – uma nuvem de gás e poeira, impulsionada pela Gravidade, começa a se aglutinar e surge uma nova estrela. É o nosso sol. Da matéria restante formam-se os planetas.
Jesus e uma grande Legião de Espíritos tomam dessa massa ígnea e formam aquele que seria o nosso lar: a Terra.
Jesus segue operando e logo mais as chuvas caem resfriando a crosta superaquecida que vão se acumulando até formarem os mares, berço da vida humana. Mais alguns milhões de anos e a vida explode na superfície dando origem a um sem número de formas viventes, culminando com os primeiros primatas dando, com o passar dos anos, ensejo ao surgimento da raça humana.
Vida é presente de Deus objetivando fornecer as melhores condições para deixarmos de ser simples e ignorante para galgar os degraus de nossa evolução até atingirmos a angelitude.
Mas, o que temos feito do presente recebido de Deus? Onde estamos colocando o foco de nossas ações? Qual o sentido que estamos direcionando nossos passos?
Para emoldurar a conferência Divaldo fala-nos da força da vida compartilhando a emocionante experiência vivida por uma família americana que o procurou para dar-lhe ciência do ocorrido em suas vidas.
Durante a gravidez do segundo filho a mãe dividia sua alegria com o filho de 5 anos, buscando trabalhar seu eventual ciúme quando a irmãzinha viesse para casa após o parto.
Todavia, ao nascer a menina apresentou uma cardiopatia irreversível o que resultaria em sua morte em poucos dias.
O menino ansioso perguntou aos pais sobre a irmã e eles tristes deram-lhe a notícia. O menino, pediu então para visitar a irmã no Hospital o que foi feito com muita dificuldade pois que a criança estava na UTI. Barrado na entrada da unidade, o menino enfrentou a enfermeira e entrou resoluto dirigindo-se ao leito térmico onde a frágil menina repousava.
Em um gesto de carinho o menino pousou sua mãozinha sobre o coração enfermo da irmãzinha e passou a entoar uma canção infantil.
Uma onda de emoção percorreu a UTI levando às lágrimas todos que assistiam essa demonstração de amor puro e ingênuo. Ninguém se atrevia a interromper aquele gesto de carinho.
À medida que o menino cantava um fato inusitado teve origem. O equipamento que monitorava os fracos batimentos cardíacos acusou uma modificação frequência cardíaca. A enfermeira cautelosamente aproximou-se do equipamento e constatando que não se tratava de uma falha, saiu correndo em busca do médico que surpreso não conseguia explicar o que tinha acontecido.
Olhou o menino que interrompera a canção em função da agitação médica. O profissional da saúde pediu ao garoto que continuasse cantando e ele o fez por todo aquele dia e nos subsequentes até que finalmente a menina de olhos verdes obtivesse alta.
A Força do Amor impulsionando a Vida, presente de Deus.
Contrapondo a essa emocionante experiência que nos fala do Amor, Divaldo apresenta uma narrativa que vem nos falar de que os interesses imediatistas propugnados pelo Ego conspiram contra o Amor.
Ao pintar a famosa cena da Última Ceia em um afresco que se encontra no convento de Santa Maria delle Grazie em Milão, Itália.
Leonardo da Vinci buscou por um modelo que O trabalho pudesse inspirar-lhe a elaborar a figura de Jesus no famoso mural.
Após meses de busca, Da Vinci finalmente logrou encontrar um humilde pastor de rebanhos que preenchia com perfeição todos os requisitos exigidos pelo famoso artista.
Durante vários dias artista e modelo permaneceram no trabalho até a conclusão da obra e o rapaz recebeu o pagamento combinado: uma pequena fortuna em moedas de ouro.
Uma década transcorreu e Leonardo Da Vinci recebeu a encomenda para pintar um quadro com a cena de Judas no gesto de traição, beijando a face do Amigo.
Uma vez mais Da Vinci buscou um modelo vivo para posar, logrando encontra-lo na cadeia local um prisioneiro – acusado de múltiplos assassinatos – que preenchia todos os requisitos imaginados pelo artista.
Concordando em trabalhar como modelo, seguiria o criminoso – sempre acompanhado pela autoridade policial – até o atelier de Da Vinci que já havia iniciado a obra pintando a figura de Jesus que havia lhe sido inspirada pelo pastor.
Quando o prisioneiro viu o quadro já esboçado restando apenas inserir a figura do traidor, o assassino pôs-se a derramar lágrimas emocionado.
Da Vinci então perguntou a razão de toda aquela emoção e o modelo explicou ao atônito artista que ele – dez anos antes – havia posado para retratar Jesus no afresco da Última Ceia e que a fortuna recebida pelo trabalho havia lhe corrompido a Consciência débil e sem resistência aos apelos mundanos.
Esgotada a fortuna e tendo sido rechaçado pela mulher que amava e que supunha ser correspondido, foi tomado de fúria incontrolável assassinando-a.
Leonardo da Vinci pousou os pincéis que houvera preparado cobriu o quadro com um pano e jamais terminou a obra.
Encerrando a conferência Divaldo emocionou às lágrimas grande parte dos presentes narrando a história do menino Bill que – vítima da Leucemia – vivia seus últimos dias na Terra.
Bill tinha o projeto de se tornar Bombeiro ao crescer, mas sabia que tal plano não se concretizaria, pois pressentia a aproximação da morte.
Cientes do ocorrido o comandante da corporação local designou uma viatura equipada com escada de incêndio e ele, acompanhado de outros soldados, entraram pela janela no quarto onde Bill repousava.
Bill foi nomeado Bombeiro honorário, ganhando um uniforme e capacete, conseguindo até mesmo – sempre acompanhado da equipe médica que dele cuidava – participar de um atendimento para apagar um fogo simulado pelos companheiros de farda.
Decorrida uma semana Bill desencarnou, mas não tirou – em momento algum – a farda que orgulhosamente trajava.
Quando amamos somos capazes de fazer sempre aquilo que nos pedem e muito mais.


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Registro. Divaldo Pereira Franco em Goiânia, GO

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio

Incansável, mesmo após um dia de agenda repleta de compromissos na divulgação da Doutrina Espírita e associado às fortes dores ciáticas que há 8 meses veem afetando-o, Divaldo Franco apresentou-se na manhã do dia 12 de fevereiro para mais uma jornada de conferências no 34º Congresso Espírita do Estado de Goiás.
Acolitado pelo Dr. Juan Danilo Rodriguez, Divaldo toma da palavra iluminada e inicia a conferência elaborando uma anamnese histórica partindo de Caio Júlio Cesar, imperador romano sucedido, após seu assassinato por Senadores revoltados, por Caio Júlio Otaviano Augusto que governou o Império Romano imprimindo uma administração pautada pela prosperidade e pela ausência de Guerras.
É nesse clima de paz que nasce Jesus na Palestina, na época dominada pelo Império Romano, e que vem impulsionar a Humanidade em uma nova direção rumo a um futuro onde o amor e dominará nossas ações e comportamento.
Divaldo faz então uma digressão envolvendo Caio Júlio Cesar – que por ocasião dos fatos narrados a seguir ainda não era Imperador de Roma – durante as Guerras da Gália oportunidade em que seu gênio militar associado a uma vontade férrea acabou por conquistar os Gauleses em um terrível banho de sangue, em cujas batalhas um sacerdote druida de nome Allan Kardec fora morto.
Divaldo salta agora 19 séculos e narra com seu verbo inspirado o reencontro entre o Espírito do sacerdote druida – preparando-se para retornar ä Terra como Hippolyte Léon Denizard Rivail - e Júlio Cesar, agora reencarnado na persona de Napoleão Bonaparte. Esse reencontro deu-se no plano Espiritual e é narrado pelo autor espiritual Irmão X e psicografado por Chico Xavier em o livro Cartas e Crônicas, capítulo Kardec e Napoleão.

Acompanhando Kardec ou logo após ele - nascem na Terra uma plêiade de espíritos que veem com a missão de auxiliar a Humanidade em uma nova era de conhecimentos transcendentais e que buscam lançar as bases de doutrinas que permitirão a Humanidade uma integração maior e uma medicina mais humana e natural.
Surge Lázaro Luís Zamenhof que elabora o Esperanto idioma descomplicado e de fácil assimilação e Christian Friedrich Samuel Hahnemann apresentando a Doutrina da Homeopatia.
Para socorrer o ser humano que estorcega em um emaranhado de complexos, conflitos e desequilíbrios emocionais Sigmund Freud apresenta a Psicanálise, mas por não conter todo o cabedal necessário para entender o ser humano holisticamente (corpo físico e alma) despontam novas correntes como a Psicologia comportamental (Behaviorista) e mais tarde a Psicologia humanista (que une as anteriores). Há mais ainda por fazer nesse terreno e surge então a Psicologia Transpessoal batizada por Abraham Maslow como a 4ª Força da Psicologia e que assimila conteúdos de muitas escolas psicológicas, como as da Psicologia Analítica de Carl G. Jung, Abraham Maslow, Viktor Frankl, Ken Wilber e Stanislav Grof (autor do livro Além do Cérebro) e que tem como princípio o estudo da Consciência.

É Jesus incansável no seu auxílio à Humanidade para tornar menos áspero e sofrido o caminho da criatura.
Mas o que a Sociedade tem feito dos valores éticos e morais trazidos pelos Luminares da Humanidade?
Observa-se um barateamento da compostura e uma inversão de valores transformando a criatura humana em uma máquina sexual malversando a utilização das energias genésicas no desvario e na perda do sentido psicológico da vida culminado na ausência do amor.
Qual é o meu objetivo existencial? Muitos se perguntam e o Espiritismo vem nos dizer que vale a pena viver e apresentando caminhos para sublimarmos as energias primitivas na forma das sensações que devem ser convertidas em sentimentos.

Encerrando a conferência Divaldo narra – com sua reconhecida emoção – o fato envolvendo Vicente de Paulo que abdicou da condição de Confessor da Corte Francesa e passou a cuidar das crianças que enxameavam Paris, órfãs da peste que assolava a região.
O inverno rigoroso tornava mais sofrida as aflições dessas crianças desvalidas albergadas por Vicente em uma mansão degradada que lhe fora presenteada pela princesa Margot. Pela ausência de recursos na aquisição de combustível para aquecerem-se toda a madeira do Palacete fora utilizada: assoalho, cadeiras, móveis e o madeirame das camas.
Vendo que a situação somente piorava Vicente de Paulo buscou os Monarcas franceses que fugindo da epidemia abandonaram Paris refugiando-se em Versalhes.
Recebido por um dos filhos de Catarina de Médici, Vicente estendeu a mão direita e implorou ao venal príncipe um auxílio para as pobres crianças de Paris.
Ressentido pelo fato de Vicente de Paulo ter trocado a Corte pelos pobres o desequilibrado príncipe cuspiu-lhe na destra e diante das gargalhadas dos nobres presentes à entrevista falou ao servidor humilde:
— Isto é tudo que mereces por ter-nos trocado pela ralé.
Sem demonstrar ofensa na face o servidor de Jesus recolheu a mão direita sobre a túnica que vestia e distendo a mão esquerda falou sem afetação:
— O que eu merecia vossa majestade já me deu. Busco agora o óbolo para as criancinhas.
Muitos ainda procrastinam adiando, não se sabe para quando, a decisão da transformação e do autodescobrimento, pois não se transforma aquilo que não se conhece.
Citando Mateus 24:36 (“Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai”), Divaldo nos adverte que não devemos esperar mais, pois amanhã pode ser tarde.


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Registro. Divaldo Franco em Goiânia: Conferência e homenagem

Texto: Djair de Souza Ribeiro     -   Fotos: Sandra Patrocínio

Enquanto os súditos de Momo preparam-se para as festividades que lhe tipificam a Majestade, mais de 3.000 pessoas escolheram o Centro de Convenções de Goiânia para participarem do 34º Congresso Espírita do Estado de Goiás.
A Federação Espírita do Estado de Goiás – organizadora do evento - escolheu o tema A Gênese Filosofia, Ciência e Religião Em Busca de Deus, uma justa e merecida homenagem aos 150 anos de o livro A Gênese publicado por Allan Kardec em Paris no dia 06.01.1868.
Na edição de 2018 a FEEGO brindou os participantes do Congresso com a presença de renomados expositores espíritas como: Artur Valadares, Divaldo Franco, Haroldo Dutra Dias, Rossandro Klinjey, Sérgio Lopes, Simão Pedro e outros destaques da tribuna espírita.
Dada a significativa importância do Congresso para o Movimento Espírita, o evento está sendo transmitido pelos seguintes meios de comunicação: FebTV e a Radio Fraternidade.
 Na tarde do dia 11 de fevereiro o Teatro Rio Vermelho e o auditório Lago Azul tiveram suas dependências inteiramente tomadas pelos expectantes participantes do Congresso para ouvirem o tribuno Divaldo Franco. Ressaltamos a participação do Sr. Governador do Estado de Goiás Sr. Marconi Ferreira Perillo e também da Secretária de Cultura do Estado de Goiás Sra. Raquel Figueiredo Teixeira.
Divaldo estava acompanhado pelo Dr. Juan Danilo Rodríguez – médico e psicólogo – natural do Equador, fundador da Fundação Luz Fraterna (Fundación Luz Fraterna) que assiste terapeuticamente adolescentes autistas e também fundador do Centro Espírita Francisco de Assis(Francisco de Asís) em Quito, Equador.
Dr. Juan Danilo - autor da obra “Terapia Holística ALLIYANA” (publicada pela Editora LEAL em 2017) – apresentou a sua mais recente obra “NOTAS DO CORAÇÃO” em cujas páginas iluminadas busca o autor, apresentar reflexões sobre a seguinte questão: O que fazemos quando estamos diante da felicidade, da ofensa, da amizade, da dúvida e da calúnia? Por que tenho que passar por isso? A resposta está em nosso próprio de Allan Kardec íntimo e para ouvi-la temos que prestar atenção ao nosso comportamento diante dessas ocorrências.
Desenvolvendo o tema “São chegados os Tempos” (capítulo 18 de o livro A Gênese), Divaldo Franco recorre ao seu vasto repositório de conhecimento histórico, social e político levando-nos a um périplo que tem início pela Israel dos Tempos Bíblicos, com o nascimento de Jesus que viria a dividir a história da Humanidade em dois períodos: antes e depois Dele.
Em um transporte de muita emoção Divaldo cita o Sermão Profético de Jesus anunciando os tempos em que grandes sofrimentos afligiriam a Humanidade vaticinado que o soberbo Templo de Jerusalém seria destruído “não permanecendo pedra sobre pedra” (E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios! E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada. Marcos 13:1,2)
A predição de Jesus realizou-se no ano 70 d.C. quando o general romano Tito Flávio Vespasiano Augusto (39-81), recebeu a ordem do Imperador Vespasiano de acabar com os judeus revoltosos durante o conflito conhecido como a 1ª guerra judaico-romana. Tito, após sitiar e destruir Jerusalém bem como o majestoso e imponente templo que foi demolido no incêndio.
 Segue Divaldo a viagem passando pelas perseguições aos mártires cristãos até que em 313 d.C. após a vitória de Constantino sobre Magêncio, na Batalha da Ponte Milvia, o militar vitorioso aboliu a perseguição aos cristãos tornando o cristianismo a religião do Império romano. Os cristãos até a pouco perseguidos passaram a exercer o poder político sufocando a terna voz de Jesus mergulhando Seus ensinamentos na longa noite medieval.
Jesus segue nos amando e para nos auxiliar a relembra e reviver a Sua mensagem imortal envia Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como Francisco de Assis (1182-1226). A luz acesa por Francisco, o pobrezinho de Assis, é obnubilada uma vez mais pelas injunções políticas e da busca pelo poder temporal na figura terrível da “Santa Inquisição”.
Mas a Humanidade segue sua jornada sempre amparada pelo amor do Cristo e surge o Renascimento e logo mais a Revolução Francesa estopim para o Iluminismo e a separação da Ciência do jugo das religiões dogmáticas.
  E no auge da cultura e da ciência envia Jesus o Consolador por Ele prometido e o Espiritismo veem à luz em 18 de abril de1857 com a publicação de O Livro dos Espíritos.
Em que pese o amor do Cristo desvelando ao Mundo a 3ª Revelação segue a Humanidade sua louca busca pelo poder sempre temporário e eclode a 1ª Guerra Mundial (1914-1918) e logo mais a 2ª Guerra Mundial (1939-1945) que após dizimar mais de 80.000.000 milhões de vidas termina de maneira cruel com as explosões das bombas atômicas em Hiroshima e depois Nagasaki.
Apesar da paz aparente espoca a Guerra da Coréia manifestação bélica da Guerra Fria entre EUA e URSS levando a uma corrida armamentista sem precedente em toda a História da Humanidade.
A par da violência irrompe a inversão dos valores éticos e morais e parte da Humanidade mergulha no sexualismo e a degradação da família buscando fugir do mundo cada vez mais materialista, individualista e consumista sem falar na banalização do consumo das drogas a verdadeira Besta do Apocalipse do Evangelho (666)
Sinais eloquentes de que os Tempos são Chegados e de que o momento vaticinado por Jesus havia chegado tendo seu ápice com o Tsunami devastador ocorrido na Indonésia em dezembro de 2004 ceifando em poucos minutos mais de 250.000 vidas.
O que temos feito de todos os conhecimentos libertadores que o Espiritismo nos fornece? Qual o sentido da vida? O que buscamos na existência?
Esse deve ser o foco das nossas atenções pois conforme exarado por Allan Kardec em A Gênese, já teve início o Mundo de Transição deixando o mundo de lágrimas e de grandes sofrimentos e ingressando no mundo de esperanças.
Esse Mundo de Transição, cujo início ocorreu ainda no Século XX com a chegada de uma verdadeira legião de Espíritos, moralmente superiores e determinados, oriundos de um dos mundos que orbitam a estrela de Alcyone um dos muitos sóis que formam as Plêiades.
Junto com essas crianças oriundas de mundos onde a dor já foi banida, também encarnam entre nós aportam as venerandas entidades que marcaram sua passagem no passado da Terra com sua abnegação e firmeza de caráter ético.
As luzes da esperança já luarizam nossos corações, enfatizando o convite para a nossa transformação íntima.
Ao invés de reclamarmos dos erros alheios, devemos centrar todos os esforços na identificação dos nossos “demônios” buscando corrigi-los aperfeiçoando-nos.
Esse é o convite que Allan Kardec – especificamente no capítulo 18 de A Gênese – vem nos fazendo desde 1868.
Até quando vamos ficar procrastinando as ações que nos levarão ao aperfeiçoamento intelecto e principalmente moral?

Os organizadores reservaram a noite desse dia 11 de fevereiro para homenagear Divaldo Franco pela dedicação de toda uma vida à divulgação doutrinária bem como à exemplificação da prática continuada da Caridade.
Para tanto uniram-se em um esforço monumental grupos de Teatro, de dança, vários corais, coreógrafos, roteiristas, músicos e beletrista para produzirem um Musical – simplesmente emocionante e belo – retratando a trajetória de Divaldo Franco desde à infância em Feira de Santana e percorrendo os principais fatos de sua profícua existência e que recebeu o nome de “Semeador de Estrelas – o Musical”.
O psicólogo paraibano e palestrante espírita Rossandro Klinjey ficou encarregado de apresentar ao enorme público presente as homenagens iniciais a Divaldo. Antecipando as emoções que adviriam a seguir Rossandro convidou a todos os mais de 3000 participantes locais e mais os 32.000 espectadores que acompanhavam pela internet no Brasil e pelo Mundo a cantarem em um coro Global a música de Roberto Carlos “Como é Grande o Meu Amor por você”.
Impossível de conter a forte emoção e as lágrimas que envolveram a todos.
Após essas emoções preliminares coral, atores e bailarinos deram início à performance do espetáculo interpretando várias fases da vida de Divaldo.
A cada uma dessas etapas revezavam-se artistas interpretando as iluminadas personagens dessa história.
Cada fase da vida de Divaldo era acompanhada por uma música composta especialmente por Maurício Keller para esse evento, assim, quando estava sendo encenada a infância de Divaldo era interpretada a música “Menino Surreal”. Depois quando a Mentora de Divaldo se identifica interpreta-se a melodia intitulada “Joanna de Ângelis”. Em seguida o começo da obra assistencial capitaneada por Divaldo e pelo queridíssimo Tio Nilson de tantas saudades foi acompanhada da canção “Mansão do Caminho”. Já quando tem início a tarefa de divulgação e de iluminação de Consciências a plateia emociona-se ouvindo a canção “O Semeador de Estrelas”. Para fechar o espetáculo as músicas “Deus e Eu” e “Vozes da Bondade” arrebatam em uma grande emoção a todos que tiveram a felicidade de assistir a esse lindo espetáculo-homenagem.
Não há como descrever a alegria, a harmonia e a paz que repletavam a psicosfera individual tanto como coletiva.
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Carnaval


Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista
#ArtigoDivaldoFranco

E o Carnaval chegou com todos os seus ruídos e paixões primárias, anunciando alegria e felicidade, essa felicidade ilusória da embriaguez dos sentidos.

Ante a miséria que alarga a sua capacidade de destruir as massas ao lado da violência voluptuosa e destruidora, recordamo-nos do período imperial de Roma, que abria o circo para a generosidade do tirano que governava anestesiando os desditosos com o célebre “panis et circensis”.

A situação atual é pior do que aquela, porque se oferece apenas o circo de grandes proporções, nem sempre gratuita, mas vendidas as suas concessões.

Embriagadas, as multidões assumem o descontrole dos sentidos e atiram-se na ufania dos poucos dias de loucura e prazer, para depois retornar à normalidade impossível de ser mantida. E o carnaval, de certo aspecto, continua dominando aqueles que preferem a ilusão que se desvanece rapidamente à realidade do enfrentamento para a conquista dos valores que realmente proporcionam felicidade.

Algumas cidades do nosso país, considerando os desafios e sofrimentos que sobre elas se abatem, estão transformando as despesas carnavalescas do agrado quase geral, por se tratar de fuga para lugar nenhum, em pagamento aos funcionários que padecem atraso dos salários, aos hospitais onde os pacientes morrem nos corredores ou nas portas de entrada, às escolas em abandono, ante o reproche e desagrado de muitos foliões que preferem o padecimento dos filhos e deles mesmos a pobre educação proporcionada pelo poder público.

Afinal, nada temos contra o Carnaval, essa catarse periódica quase com finalidade terapêutica. Mas, a libertinagem em que foi transformado, de alegrias e festas em bacanais sexuais do mais nível servil, a larga e quase oficial ingestão e uso de drogas aditivas, ao contágio de enfermidades perversas e de novos tormentos emocionais, defluentes dos falsos amores dos dias fugazes nas vigorosas garras dos dias de trabalho e enfrentamento existencial.

O ser humano deve descobrir a finalidade da sua existência, encontrar um significado psicológico, raciocinar a respeito da brevidade em que ela se desenvolve, trabalhando-se para superar os sofrimentos e as inevitáveis contrariedades de cada dia. Cabe-lhe mergulhar na rapidez com que passa o prazer e eleger aqueles que produzem plenitude e têm duração real.

O discernimento deve ser desenvolvido para não se enganar com os denominados quinze minutos de holofotes a que a maioria humana aspira, perdendo-se logo depois nas frustrações dos sonhos- pesadelos.

O Espírito humano está destinado a fatalidade do Bem, a conquista da harmonia, da beleza, da saúde e da fraternidade no seu sentido pleno.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 08-02-2018.
Achou interessante? Passe um e-mail ou ligue para os nºs abaixo e comente, isso é muito importante para a permanênciada coluna no referido jornal.
Central Telefônica: (71) 3340 - 8500 -
Redação: (71) 3340 - 8800
WhatsApp: 99601-0020



(Texto recebido em email de Ana Spranger, Rio de Janeiro, RJ)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Registro. Seminário “Vida e Plenitude” com Divaldo Franco São Paulo, SP

Tarde e noite de 3/2/2018.

Dando continuidade à conferência do Seminário Vida e Plenitude, Divaldo inicia a abordagem do tema narrando os episódios envolvendo o mestre grego-armênio George Ivanovich Gurdjieff (1866-1949) e a psicologia muito especial conhecida como o 4º Caminho com a filosofia do autoconhecimento profundo através da lembrança de Si. Esses ensinamentos foram transmitidos para o Ocidente pelo matemático e filósofo Piotr Demianovitch Ouspensky (1878-1947) que editou as obras “Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido - Em Busca do Milagroso” onde expõe as ideias de Gurdjieff.
Pela mesma época surge o psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Gustav Jung (1875-1961) pai da Psicologia Analítica através da qual propôs os conceitos: Consciente Coletivo e Pessoal, o Self, os Arquétipos, os Complexos, Sincronicidade e os tipos psicológicos (Tipo Pensamento; Tipo Sentimento; Tipo Sensação e Tipo Intuição e dirigindo as esses 4 tipos há a tendência predominante do movimento da libido: Extroversão ou Introversão.
Do ponto de vista psicológico o ser humano é constituído de cinco (5) características:
1. Personalidade: É a “máscara” que afivelamos à face projetando como desejamos ser conhecido e que tem como objetivo evitar que os outros penetrem em nossa intimidade. Divaldo cita o livro “Porque Tenho Medo de lhe Dizer Quem Sou?” de autoria de John Powell cuja abordagem é: Eu não direi quem sou, porque você não me receberia.
“Em permanente representação dos conteúdos mentais, e dominada pela imposição das leis e costumes de cada época e cultura, a personalidade representa a aparência para ser conhecida, não raro, em distonia com o eu profundo e real, gerador de conflitos”. Joanna de Ângelis, O Ser Consciente
2. Conhecimento: São as aquisições intelectivas e formada pelas lições de aprendizagem podendo ser Cognitivas (Erro e acerto) ou Intuitivas (insight).
3. Identificação: São as sintonias daquilo com o que temos afinidade e melhor nos identificamos. “A identificação assinala o estágio de evolução de cada pessoa, fadada à elevação, que, para conseguir, deve liberar-se daqueles valores, desidentificando-se de hábitos milenários, fixados, alguns, atavicamente, aos painéis do ser, gerando falsas necessidades, que se tornam fundamentais, portanto responsáveis pelo sofrimento nas suas várias facetas”. Joanna de Ângelis, O Ser Consciente.
4. Consciência: Jung definiu a consciência como sendo a relação dos conteúdos psíquicos com o ego, na medida em que essa relação é percebida como tal pelo ego. “A consciência adquirida — a perfeita identificação do conhecimento e do fazer, do saber e do amar — faculta a ampliação das próprias possibilidades para penetrar em dimensões metafísicas, onde outras realidades são bases do ser pessoal”. Joanna de Ângelis, O Ser Consciente.
A Consciência, atuando com o Conhecimento, forma a base do discernimento.
5. Individualidade: A característica que o Ego procura defender a todo custo. “Somatório de todas as experiências, a individualidade é o ser pleno e potente, que alcançou a auto-realização. Imperecível, a individualidade é o Espírito em si mesmo, que reúne as demais dimensões e sabe conscientemente o que fazer, quando fazê-lo e como realizá-lo, para ser a pessoa integral, ideal. Enquanto a filosofia informava que a pessoa não é o indivíduo, na visão da psicologia profunda, este, que superou os condicionamentos e comportamentos pessoais de consciência livre, é o ser total, pessoa transitória, individualidade eterna”. Joanna de Ângelis, O Ser Consciente.
Posteriormente Divaldo cita a comovente história de Ananda relatada - em toda sua emoção e detalhes – no livro de Dominique Lapierre (1931), “Muito Além do Amor”.
Ananda, jovem hindu Pária (classe social inferior), que aos 13 anos foi expulsa de casa por manifestar a Hanseníase. Abandonada foi sequestrada violentada sexualmente e colocada em um prostibulo até o momento em que as feridas da Lepra tornaram-se evidentes resultando na sua expulsão daquele antro.
Uma vez mais abandonada e quase morta de fome foi acolhida por Madre Teresa de Calcutá que não só lhe salvou a vida física tratando-a da moléstia e alimentando-a como também, e principalmente, devolvendo-lhe a dignidade e a vontade de ser útil a seu próximo e inundada de felicidade adotou o Cristianismo passando a integrar a congregação religiosa das Missionárias da Caridade, ordem fundada por Madre Teresa.
Eclodia em todas as partes do Mundo o surto de AIDS fazendo-se acompanhar de terrível preconceito em virtude da ausência de tratamento e cura, o que relegava os aidéticos ao mais completo abandono.
Madre Teresa, fazendo-se acompanhar de outras 10 irmãs da Ordem – incluindo Ananda – que iniciaram, em Nova York, a assistência aos desvalidos, incluindo alguns prisioneiros homicidas e condenados à pena de morte
Um dos condenados afeiçoou-se por Ananda e ela esquivou-se. Um dia ele disse-lhe que era rejeitado por ser aidético. Ela lhe respondeu, tranquila, que não se tratava disso, mas porque era casada com Jesus, e afirmou:
— Perco a vida, mas não trairei Jesus.
O criminoso, tomado de um ódio covarde aplicou em Ananda , quando ela estava atendendo outro paciente, sangue retirado do próprio corpo que iria contaminá-la.
Ela sorriu para ele e afirmou sem medo, nem ódio ou raiva:
— Seja feita á vontade de Jesus - e seguiu naturalmente com as suas tarefas.
O condenado morreu poucas semanas depois. Ananda prosseguiu sua missão e nunca desenvolveu a doença.
A AIDS eclodiu na Humanidade na esteira da inversão de valores morais que vem ocorrendo desde os finais dos anos 1950 gerando como consequência a licenciosidade sexual, e o banimento de Deus e da religiosidade.
A humanidade empanturrada de tecnologia experimenta, porém, sofrimentos emocionais e morais a se refletir nas imensas multidões de depressivos.
Mas o comportamento pendular da sociedade humana desloca-se uma vez mais e tem início a volta dos cientistas e da ciência para Deus minimizando as crises passadas.
Fazendo contraponto ao ilusório império materialista-ateísta Divaldo cita o Químico americano e Presidente da Academia de Ciência de Nova York o Dr. Abraham Cressy Morrison (1864 – 1951) que publicou um artigo na imprensa americana intitulada “Sete Razões que um Cientista Acredita em Deus” (Seven Reasons a Scientist Believes in God).
Nesse artigo o Dr. Morrison – baseado na lógica das descobertas científicas – enumera as razões que comprovam cientificamente a existência de Deus.
Utilizando-se do conhecimento da velocidade de rotação da Terra, da distância da Terra em relação ao Sol, da espessura da camada da atmosfera que circunda a Terra, do ângulo de inclinação do eixo vertical da Terra, da existência da Lua etc, o Dr. Morrison conclui que tudo foi cuidadosamente pensado e construído para que a vida na Terra fosse possível e, dessa maneira, ALGUÉM se preocupou com isso e cuidou de todos os detalhes. Se não foi Deus – pergunta o cientista – quem teria sido?
Deus retorna a pauta das considerações científicas e o homem deixa de ser apenas um amontoado de átomos, moléculas e células fadado ao túmulo após uma breve existência para se transformar em herdeiro do Universo.
Mas para sentirmos a presença de Deus é necessária uma condição: amar.
Amar, como nos convidou Jesus - o tipo mais perfeito que Deus deu aos homens para lhes servir de Modelo e Guia – e anotada pelo evangelista Marcos no capítulo 12:29 e 30: Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
A tecnologia e a ciência auxiliam, mas somente o amor edifica permanentemente.
Divaldo Franco, conclui sua palestra emocionando a todos os presentes com a narrativa da página de autoria de Felício Terra em torno da vida de Leland Stanford Senior, sua esposa Jane Stanford e do filho Leland Stanford Junior (1868-1884) cuja morte – por tifo - durante uma viagem pela Europa, despertou nos pais a motivação para as preocupações transcendentais da vida.
Tocada pelos exemplos de amor do filho Leland pelas crianças desassistidas e excluídas de um orfanato que um dia visitara junto com a mãe, o casal Stanford passou a considerar a ideia de fazer das crianças da California as crianças da família Stanford.
Com essa motivação o casal fundou a Universidade Stanford (oficialmente o nome é Leland Stanford Junior University).
Nessa emocionante história vemos retratado, uma vez mais, a aplicação das recomendações do Mestre Jesus o amor incondicional a Deus, ao próximo e a nós próprios e as do Evangelista João: “Amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. 1 João 4:7 e 8
Divaldo encerrou a conferência luarizando a todos com poema da gratidão. Gratidão a Deus por tudo que temos e somos.
                           Texto: Djair de Souza Ribeiro
                           Fotos: Sandra Patrocínio
********************************
04/02/2018
A manhã de domingo desponta radiante. Os sentimentos dos participantes do Seminário Vida e Plenitude, contudo, é uma mescla de alegria e de antecipação das saudades dos momentos e da psicosfera experimentada nesses dias de muito esclarecimento, amor, paz, serenidade e harmonia.
Divaldo inicia o derradeiro módulo desenvolvendo o tema em torno dos ensinamentos de Jesus exarados em Mateus 16:25: “Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á”. E para tanto narra fatos envolvendo a vida do médico psiquiatra austríaco Dr.Viktor Emil Frankl (1905-1997) fundador da escola da Logoterapia, que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Dr. Frankl assume a função de diretor do Departamento de Neurologia do Rothschild Hospital, erguido para atender pacientes judeus. Intimado pelos nazistas a emitir falsos diagnósticos que lhes permitissem aplicar a eutanásia nos pacientes considerados mentalmente incapazes, o Dr. Frankl desafia as ordens – mesmo colocando sua vida em risco – e se nega a cunprí-las, salvando incontáveis judeus da morte certa.
Em 1941 o Dr. Frankl casa-se com Tilly Grosser.
No ano de 1942, os nazistas forçam sua esposa Tilly a abortar aquele que lhes seria o primeiro filho e em seguida prende a ambos e aos pais, deportando-os para a cidade de Praga para viverem em um gueto onde viria a morrer seu pai devido a exaustão provocada pela escassez de alimento e de cuidados.
Quando inicia o ano de 1944, Dr. Frankl, sua esposa e a mãe são transportados para o temível e terrível campo de concentração em Auschwitz, na Polônia. Ao desembarcarem sua mãe é executada na câmara de gás enquanto sua esposa é enviada para o campo de Bergen-Belsen, onde vem a morrer com apenas 24 anos de idade.
Escolhido para ser enviado a outro campo de concentração, com condições mais amenas e portanto com maiores chances de sobrevivência, foi procurado por um prisioneiro que deveria permanecer em Auschwitz pedindo-lhe que trocasse de lugar com ele.
Tocado de compaixão por aquele estranho que desejava somente rever a família, aquiesceu e cedeu o seu lugar no trem permanecendo em Auschwitz certo de que seria executado nas próximas horas.
No dia seguinte o Dr. Frankl recebeu a informação de que o trem – ao contrário do que afirmavam os soldados nazistas – não se dirigia a um campo de concentração, mas sim para o extermínio. Ao sacrificar-se o Dr. Frankl havia preservado a sua vida.
Após longos anos de subalimentação e maus tratos o Dr. Frankl adoece, o que representava uma sentença de morte, pois os nazistas encaminhavam os incapazes para as câmaras de extermínio. Para evitar que isso ocorresse o Dr. Frankl se mantém consciente e em pé e ocupando a sua mente e escrevendo – com papéis roubados do escritório do administrador nazista -  seu livro que pretendia publicar um dia para testemunhar os horrores do Holocausto.
No dia 27 de Abril o campo de concentração é libertado pelas tropas Aliadas. Em Agosto Viktor Frankl volta para Viena, onde vem a saber que mãe, um irmão que tentara fugir para a Itália haviam sido assassinados.
De retorno a Viena, o Dr. Viktor Frankl volta a clinicar e publica uma obra autobiográfica intitulada Em busca de Sentido: Um Psicólogo no Campo de Concentração. Alguns anos mais tarde publica o livro “O Homem em Busca de Sentido”.
“Se percebemos que a vida realmente tem um sentido, percebemos também que somos úteis uns aos outros. Ser um ser humano, é trabalhar por algo além de si mesmo. A vida para ser digna tem que ter um objetivo”Viktor Frankl
Discorrendo ainda sobre o sacrifício individual Divaldo narra os acontecimentos em torno do padre missionário franciscano polonês Maximiliano Maria Kolbe (1894-1941), morto como mártir no campo de Auschwitz, como voluntário para morrer de fome em substituição a Franciszek Gajowniczek como castigo pela fuga de um outro prisioneiro.
Em função desse ato humanitário e sacrificial, o padre Kolbe foi canonizado – 10 de Outubro de 1982 - pelo Papa João Paulo II, estando presente o Sr. Franciszek, que sobreviveu aos horrores de Auschwitz.
A atmosfera emocional e espiritual do ambiente atinge seu ponto culminante. Corações enternecidos pelas narrativas de exemplos vivos de que é possível – quando assim se deseja – atender ao apelo de Jesus, Mestre e Guia de todos nós: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros”.(João 13:34).
Hoje, nesses dias tão atormentados e atormentadores, devemos buscar Jesus, refletir sobre Suas palavras e vivenciá-los mantendo nossas mentes a Ele vinculadas pelos pensamentos de teor elevado.
Busquemos encontrar um sentido psicológico para nossas existências, praticando o bem.
Mesmo nesses dias difíceis deixemos brilhar a luz de Jesus a iluminar os nossos dias e todos os nossos momentos e optemos pela alegria de viver e, principalmente, de nos amarmo-nos a nós próprios.
Saiamos daqui com a certeza de que a vida é aquilo que dela fazemos.
As emoções repercutiam traduzindo o reconhecimento de todos pela mensagem de consolação e de esperança como luzes a balizar nossos passos nas sombras que buscam envolver a humanidade nos dias atuais.
Um pensamento repercutia no recôndito das almas, luarizadas pelas bênçãos que a todos envolviam:
— Não vos deixarei órfãos. Voltarei para vós.

                           Texto: Djair de Souza Ribeiro
                           Fotos: Sandra Patrocínio

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Registro. Seminário “Vida e Plenitude” com Divaldo Franco São Paulo, SP

02-02-2018

No auditório Tom Jobim, pertencente ao  Novotel Jaraguá, localizado em São Paulo,  300 pessoas se reuniram ávidas por ouvir sobre a  relação entre Plenitude e Vida. Divaldo Franco, com seu entusiamo de sempre, explanou com propriedade sobre o tema.
        Perseverante seguidor e testemunho vivo do Evangelho, sua condição física da coluna vertebral não foi uma determinante para que o primeiro dia do seminário não ocorresse com grande primazia. O evento é promovido pela Creche Amélia Rodrigues, sediada em Santo André – SP.
        Para se haver Plenitude, é necessário haver Luz, princípio Divino da criação. Divaldo, de maneira única e sensível, mostra-nos, através do processo da Evolução da Terra, que a essência da Luz vai dissipando as trevas.
         Para Carl Gustav Jung, a sombra é tudo aquilo que de negativo o indivíduo possui em sua personalidade, o mesmo que Allan Kardec chamaria de “más inclinações”, tendência ancestral da jornada humana. Em cada etapa do processo de evolução, vai-se adquirindo experiência na direção da plenitude, estado em que Jung denominava de Luminoso. Jesus  propõe a transformação para o perfeito, assim como perfeito é o pai celestial. Porém a concepção de perfeição humana é diferente, de caráter relativo, tendo em vista que apenas Deus é absoluto.
        Narra Divaldo Franco, que um xamã das altas montanhas do México asseverava o  alcance da plenitude a partir de quatro orientações: amor em  sua totalidade,  aceitação do que vem da ignorância (sombra), comprometimento em entender, desculpar e perdoar, além do desenvolvimento da luz emboscada dentro de si.
        Quando a misericórdia divina separou a Terra da nebulosa, há 14 bilhões de anos,  essa era nada mais que uma imensa esfera de gases incandecentes. Estes, mortíferos,  foram cobertos pelas nuvens, que geraram um ambiente de trevas e de revoluções. Desde quando Cristo se encarregou de materializar esses elementos dispersos, segundo Emmanuel, em A Caminho da Luz, a treva tornou-se mais densa e as moléculas aglutinaram-se, formando uma massa negra, que impedia a penetração dos raios solares. O indivíduo originou-se desse elemento sombra; porém fascículos de luz descem sobre essa  massa, que formarão as almas em que se constituem, caindo nas lei fatídica da Evolução. Nessa proposta evolutiva, a finalidade última é a Luz. Nos últimos 4 bilhões de anos, Cristo tem trabalhado moldando moléculas de acordo com a necessidade de evolução dos fascículos de luz dos seres que habitaram a Terra somente dois bilhões de anos depois. Jesus disse: “Eu sou a Luz do mundo”.
        Há um planejamento quântico da divindade que trancende a compreensão humana e que se  confirma através de teorias vagas, como a de Jean-Baptiste de Lamarck. Segundo os espíritos nobres, há um projeto intitulado “Labor de Progresso para a Extinção Paulatina da Sombra da Terra”. A divindade trabalha para que a escuridão despareça, tornando rarefeita a atmosfera: permite o trovão, as estrelas, os incêndios naturais, iluminando, naturalmente,  a Terra.
        O fogo e a eletricidade vieram diminuir a sombra terrestre, retirando nuances do obscurantismo. Adiante, o ser humano envolverá a Terra com a luz de satélites artificiais, desaparecendo concomitantemente também, a treva interior através do conhecimento e do instinto gregário, a solidariedade. Jesus já  trouxe a luz da verdade para que se pudesse sair da sombra da ignorância. A treva exterior vai desaparecendo junto à interior, cedendo lugar à solidariedade, à fraternidade e  ao Amor.
        Divaldo Franco, conclui esse primeiro módulo narrando à sua própria emoção,  A voz da Sepultura, de Khalil Gibran. O poeta, de retorno ao Líbano, procurou saber como a justiça estava sendo praticada pelo Emir. Surpreendeu-se negativamente, pois o que viu, durante o julgamento de três acusados, foram decisões que não levaram em conta o viés dos réus.
        Divaldo anunciou que continuará o seminário amanhã caminhando junto à poesia lírica de Gibran, à doce nostalgia do Evangelho e à esperança do melhor, buscando que os ouvintes  saiam  mais transparentes como a luz,  para  vislumbrar atingir o estado de plenitude.
                       Texto: Carlyne Paiva
                       Fotos: Edgard Patrocínio
********************************

03-02-2018


A manhã dia 03 de fevereiro despontou radiante principalmente para os 300 participantes do Seminário Vida e Plenitude reunidos em o Hotel Novotel Jaraguá, na cidade de SP.
Jovialmente - sem deixar transparecer as excruciantes dores ciáticas que já há algum tempo o acomete - Divaldo Franco – demonstrando ser saudável, mesmo doente - toma a palavra iluminada e dá início a abordagem doutrinária daquela manhã ensolarada e inicia citando Einstein: O universo é o pensamento divino materializado.
Partindo desse pensamento Divaldo discorre sobre o amor que vige em todo o Universo presente nas partículas subatômicas do micro Cosmo até as grandes Galáxias do macro Cosmo. Tudo obedecendo a uma orquestração maravilhosa.
No início do Século XX os psicólogos e pedagogos franceses Alfred Binet (1857-1911) e Theodosius Simon (1872-1961) preocupados em identificar os estudantes que careciam de ajuda adicional  na sua aprendizagem, criaram a Escala de Binet-Simon. Consideravam ambos que os baixos resultados nos testes indicariam uma necessidade para uma maior intervenção dos professores no ensino destes alunos e não que estes tivessem incapacidade de cognição.
Em 1917, quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, Lewis Madison Terman(1877-1956) ajudou a desenvolver testes para avaliar mais de 1.700.000 recrutas do Exército aplicando os testes estabelecendo a escala notoriamente conhecida como Quociente de Inteligência (QI).
Por longos anos, e particularmente durante o Século XX, acreditava-se na existência de apenas uma única Inteligência, encarregada da análise das coisas, do cálculo, do conhecimento generalizado e que, mediante testes bem elaborados, podia ser medido. Baseado neste pensamento, passamos a viver a “ditadura” do QI onde somente os bens avaliados logravam obter as melhores oportunidades profissionais ou de gestão.
Com o tempo, entretanto, constatou-se que nem sempre o grupo que reunia os membros com mais destacados QI logravam obter sucesso pois muitos apresentavam importantes descontroles emocionais prejudicando o desempenho do grupo, posto que as emoções dominam nossa razão interferindo nos neurotransmissores e nos neuroreceptores atrapalhando a harmonia das sinapses. A RAZÃO associada aos instintos primários e acompanhada pela sede de poder e de domínio vem resultando nas Guerras, conflitos, genocídios e nos atentados terroristas.
O pai da Psicologia Analítica Carl Gustav Jung afirmava que “O homem gosta de acreditar-se senhor da sua alma, mas enquanto, for incapaz de controlar suas emoções ou de se tornar consciente dos fatores inconscientes que se insinuam nos seus projetos e decisões , certamente não é dono de si próprio.”
Debruçando-se sobre essa incongruência o psicólogo americano Dr. Daniel Goleman (1946) apresenta o conceito da Inteligência Emocional enfatizando a necessidade de saber entender, respeitar e governar nossas emoções. Surge o Quociente Emocional (QE).
“Que fatores entram em jogo, por exemplo, quando pessoas de elevado QI malogram e as de QI modesto se saem surpreendentemente bem? Eu diria que a diferença muitas vezes está nas aptidões chamadas de Inteligência Emocional, que incluem autocontrole, zelo e persistência, e a capacidade de nos motivar a nós mesmos”. D. Goleman.
“Graças a essa conquista e entendimento dos valores, o ser humano mais se enriqueceu, mediante o desenvolvimento  do seu Quociente Emocional (QE) desenvolvendo recursos e aptidões adormecidos que lhe dão amplitude para o relacionamento humano e social , bem como para o equilíbrio das emoções”. (Joanna de Ângelis, de o livro Triunfo Pessoal) 
O ser humano, porém, não é composto somente por Intelecto e Emoções. Há, ainda, o fator Espiritual.
Divaldo Franco passa, então, a pormenorizar os pródromos do próximo passo importante para o ser humano completo.
Durante a década de 1980 o neurocientista Dr. Michael Persinger (1945)  sustentava que todos os fenômenos paranormais e as experiências espirituais podem se explicadas por mecanismos da Física Universal e verificados e comprovados por métodos científicos. Para tanto o Dr. Persinger estimulou o lobo temporal de pacientes humanos com um campo magnético fraco usando um equipamento que ele chamava de capacete de Deus. Os pacientes relataram ter a sensação de "uma presença celestial no quarto". Esse trabalho ganhou atenção na época, e em  1987, Michael Persinger publicou um livro sobre o assunto intitulado "Neuropsychological Bases of God Beliefs" base para um novo ramo da Neurologia: a Neuroteologia cuja proposta é descobrir os processos cognitivos que resultam nas  experiências espirituais ou religiosas e correlacioná-las com as atividade cerebrais, como elas evoluíram nos humanos, e os benefícios dessas experiências
Anos mais tarde observando as imagens de pósitrons o Dr. Persinger convidou o neurocientista indiano Vilayanur Subramanian "Rama" Ramachandran (1951) diretor do Centro do Cérebro e da Cognição da Universidade da Califórnia, em San Diego, que afirma que as imagens revelam a presença de Deus.
Tomando ciência dos resultados desses estudos a Dra. Danah Zohar (1945),  graduada em Física e pós graduada em Psicologia, Filosofia e Religião dedica-se a aprofundar os estudos publicando-os na obra Inteligência Espiritual.
“Nem o QI, nem o QE, separadamente ou combinados, são suficientes para explicar a enorme complexidade da inteligência humana nem a riqueza imensa da alma do homem e de sua imaginação.” D. Zohar.
Surge o Quociente Espiritual (que vai receber em português a grafia QS – de Spiritual em inglês)
Inteligência Espiritual não significa ter uma religião. Também não é frequentar missa, culto, Reuniões Doutrinárias, pois podemos estar fazendo isso por uma questão social, obrigação familiar ou mesmo uma “negociação” com a Divindade.
Inteligência Espiritual é ter um profundo senso de religiosidade e de ligação com Deus, tanto o Deus Interno como o Criador do Universo.
“Ante a imensa crise de valores e a crescente onda de vazio existencial, descobriu-se que existe um outro tipo de inteligência, que é o de natureza espiritual, aquela que permite situar a vida e os sentimentos em um contexto mais extenso e significativo”. (Joanna de Ângelis, de o livro Triunfo Pessoal).
Com base na junção das três inteligências, Divaldo nos convida à individuação (autodescobrimento) mediante a busca da iluminação interior.

Observação: Divaldo Franco faz uma digressão maravilhosa a respeito do Planejamento Divino envolvendo a assistência, amparo e proteção da humanidade terrena e que está consubstanciada em o capítulo 1 – Providência Divina – em o livro Nascente de Bênçãos de autoria de Joanna de Ângelis, LEAL editora.
                            Texto: Djair de Souza Ribeiro
                           Fotos: Sandra Patrocínio