quinta-feira, 6 de abril de 2017

Divaldo 2017: 90 anos de idade/e 70 de trabalho: As oito facetas de um dos maiores cristãos até hoje conhecidos no mundo...

Washington Luiz Nogueira Fernandes

Divaldo extrapola em muito o Movimento Espírita;  desde 1947, tudo nele é exponencial.

1) ÁREA DA SAÚDE: ATENDIDAS PELO CECR, PESSOAS EM EXTREMA VULNERABILIDADE(ÁREAS MEDICA/ODONTOLÓGICA/LABORATORIAL): MAIS DE UM MILHÃO DE CARENTES; MAIS DE 6 MILHÕES E 300 MIL TONELADAS DE MANTIMENTOS DISTRIBUÍDOS;
2) ÁREA SOCIOEDUCACIONAL: MAIS DE 170 MIL CRIANÇAS/JOVENS, QUE ESTUDARAM/SE FORMARAM NAS ESCOLAS DO CECR; ATENDIDAS 3.500 CRIANÇAS/ADOLESCENTES POR DIA, RECEBENDO QUATRO REFEIÇÕES);
3) FAZ BEM FEITO: Escola de 1º Grau Jesus Cristo - primeira pública de alfabetização da Região! (1951); Índice de aprovação escolar nunca abaixo de 70%; em 2010,foi 88%; evasão escolar é 0,05%; premiada em 2006 pela Secretaria Estadual de Educação, com o Título de Gratidão!; nasOBMEPs (Olimpíadas Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), anos 2006 e ss, maior Competição no Gênero do Mundo, aluno da Escola Jesus Cristo, LUCIANO SOUZA BARBOSA (EM 2006), FOI UM DOS QUE CONQUISTOU MEDALHA DE PRATA!; e LUANA NOGUEIRA GALVÃO (EM 2010), FOI UMA DAS QUE CONQUISTOU MEDALHA DE OURO! E DEZENAS GANHARAM MEDALHAS DE BRONZE!;desde década 1980,Estudantes Universitários fazem Estágio na Creche do CECR; noCentro de Parto Natural Marieta de Souza Pereira (2010),até 2016, dois mil bebês já nasceram no local!;mais de 24 Especialidades na Clínica Médica do CECR!; somando-se quantidade de atendimentos anuais (20 mil!), são resultados/números na área da Saúde (e os educacionais relatados), que não se equiparam a Hospitais/Postos de Saúde/Escolas de bairros de São Paulo/Capital!gestantescom Plano Particular de Saúde preferem dar à luz no Centro de Parto Natural do CECR!;

4) NA ORATÓRIA: mais de 15 mil palestras; 5 Continentes; 10 vezes em salas da ONU (EUA e Áustria); viajou mais de 15 milhões de km (375 voltas ao redor da Terra/ir 22 vezes até a Lua);73 países: DAEUROPA: 30 PAÍSES: Alemanha, Andorra, Áustria, Bósnia-Herzegovina, Bélgica, Dinamarca, Escócia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Montenegro, Noruega, Polônia, Portugal, República Theca, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia, Vaticano;

DAS AMÉRICAS: 24 PAÍSES:
AMÉRICA DO NORTE: 3PAÍSES: Canadá,                                               Estados Unidos, México;
AMÉRICA CENTRAL: 10 PAÍSES: Bahamas,Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Porto                                                Rico, República Dominicana, Equador;
AMÉRICA DO SUL: 11 PAÍSES: Argentina,                                                 Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba,                                                  Equador, Paraguai, Peru, Uruguai,                                                 Venezuela;
ÁSIA: 9 PAÍSES: Abu Dabi (Emir. Árab.), Dubai (Emirados                                      Árabes), China, Israel, Japão, Rússia, Malásia,                                      Palestina, Tailândia;
ÁFRICA:7 PAÍSES: África do Sul, Angola, Botswana,                                     Marrocos, Moçambique, Suazilândia, Tunísia;
OCEANIA:3 PAÍSES: Austrália, Nova Zelândia, Sidney.

5) COMO COMUNICADOR: mais de 2 mil entrevistas, mais de 1400 horas no ar, em mais de 730 emissoras/retransmissoras (rádio/TV/Web), em todo o Brasil/Exterior;

6) COMO CONDECORADO/RECONHECIDO:mais de mil homenagens; cerca de 300 delas dos Poderes Públicos (Federais, Estaduais e Municipais, os principais reconhecimentos; idem perante Exército Brasileiro); também Condecorações Universitárias (as Acadêmicas mais relevantes; ele não estudouGinásio!);

7) COMO PSICÓGRAFO:270 livros, até 2016:mais de 10 milhões de exemplares; traduções para 17 idiomas (números/circunstâncias de um best-seller); psicografou seis livros/opúsculos de Espíritos Prêmios Nobel de Literatura; o mais marcante/emblemático no Fenômeno da Psicografia;

8) COMO FOMENTADOR DA PAZ:estimula vivência pacífica/pacificadora, promovendo desde dezembro/1998o eventoVOCÊ E A PAZ; já propagado em 9 Países e mais de 50 cidades! Em 2014, em Bogotá/Colômbia, o Presidente da República Juan Manoel Santos (1951- ), ganhador do Nobel da Paz/2016, expressamente elogiou a iniciativa de Divaldo. E os governantes brasileiros, o que esperam para reconhecê-lo?;precisa Presidente da República de outro País, um Prêmio Nobel da Paz, o fazer?
Setenta anos promovendo a Paz, diminuindo as diferenças sociais, promovendo a cidadania, reintroduzindo socialmente os carentes; sempre fomentou a Paz através das palestras; agora, também através desse evento!:UM MENSAGEIRO DA PAZNA TERRA. Informações biográficas sobre ele aparecem desencontradas/desatualizadas, porque não se tem acesso aos Registros do CECR/e os pessoais dele! Dentre os grandes missionários da Humanidade, no campo religioso/social/cívico/direitos étnicos/das minorias (santos, santas, benfeitores, cidadãos etc), não se encontra quem tenha trabalhado portanto tempo (70 anos),beneficiado (física/intelectual/espiritualmente) tantas pessoas, fazendo muitas coisas, em tantos lugares, sem descanso!
Cada uma dasoitofacetas comentadas,sozinhas, seriam fenomenais; cada uma, per si, é incomparável; reunidas!!,sãohorsconcour! (inacreditável). Necessárias décadas parase compreender o alcance do seu legado (seu rastro na Terra). A missão de Divaldo é um marco na história planetária do Cristianismo/Humanismo no Mundo...


(Texto recebido em email de Washington Fernandes)
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Dona Anna, mãe de Divaldo Pereira Franco
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O jovem tribuno Divaldo Pereira Franco em sua
2ª. conferência na cidade de Araxá, MG, em 1958.
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Divaldo P. Franco e Chico Xavier se cumprimentam sob olhar da poetisa e escritora uberabense, D. Altiva Noronha (já desencarnada), amiga de ambos. Foto colhida no dia 6/10/1977, quando Divaldo proferiu palestra em Uberaba, MG,
assistida por Chico Xavier. Foto digitalizada e gentilmente cedida por Jorge Moehlecke para este trabalho
Divaldo e Washington autografando em 2000 no Clube Juventus (2)
O pesquisador Washington Fernandes e Divaldo Pereira Franco autografando no clube Juventude em São Paulo.
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II Movimento Você e a Paz. Balneário Camboriú,  2011. Foto Jorge Moehlecke
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Divaldo Pereira Franco, à direita, na janela, em viagem doutrinária pela Alemanha em moderno
 trem ao lado de Nilson. Foto Jorge Moehlecke

quarta-feira, 5 de abril de 2017

'Divaldo Franco: 70 anos de oratória', por Ismael Gobbo

Publicado originalmente no jornal
Folha da Região, Araçatuba, SP,
05-04-2017.
Conhecido mundialmente, Divaldo Pereira Franco, o notável tribuno baiano, é lembrado com intensidade neste 2017: 90 anos de idade em 5 de maio; 70 anos de atividade na oratória. E, no feriado de 7 de setembro, o Centro Espírita Caminho da Redenção, entidade fundada por ele e berço de uma das mais importantes obras de filantropia e prestação de serviços do Brasil, completará sete décadas de trabalho.
Nesse artigo, nos fixaremos na atividade do conferencista. Em 1945, Divaldo aportou em Salvador, vindo de sua cidade natal, Feira de Santana. Estudando Allan Kardec – codificador da Doutrina Espírita – em reuniões na casa de dona Nanã, ele embevecia a todos ao falar de suas experiências mediúnicas desde a meninice, agora explicitadas pelo Espiritismo. Numa das reuniões, um amigo lhe pergunta se poderia aproveitar suas férias de trabalho para proferir palestras aos sergipanos. A estreia na tribuna aconteceu em Aracajú, na União Espírita Sergipana, aos 27 de março de 1947.
Segundo o médium, a experiência não foi fácil. Dificuldades no preparo, treinos na véspera e, no grande dia, noite mal dormida e nervosismo. Apresentado, cumprimenta o público, e nada do que preparara consegue exprimir. Veio o pedido de desculpas e o esboço de se sentar. Um espírito lhe aparece, o encoraja e diz: “Sou Humberto de Campos, levanta-te! Para falar de Jesus, é preciso colocar-se em pé. Vamos, te ajudo. Falarei por ti”. O público de 27 pessoas – no dia 27 – sorveu seu verbo eloquente e cheio de sabedoria por mais de hora. Aplausos, cumprimentos, elogios, afagos...
Convidado para nova palestra no dia seguinte, levou em conta a ajuda e o sucesso da véspera para não se preparar, e novo fiasco se desenhou. Com novas desculpas e novo ímpeto para desistir, eis Humberto de novo: “Por que não estudaste? Vou te ajudar novamente, não por teu mérito, mas em consideração ao público presente”. Desde então, Divaldo não mais deixou de fazer sua parte, estudando as obras espíritas e outras que lhe serviriam de base sólida para ser inigualável orador, embora ressalte que nas conferências os temas e o que fala se lhe descortinam como um filme na tela, o qual passa a narrar.
Nas pesquisas de Washington Fernandes, os números do orador são impressionantes: mais de 15 mil palestras em cinco Continentes; dez vezes em salas da ONU (EUA e Áustria); viajou mais de 15 milhões de km por 73 países (Europa, 30; Américas, 24; Ásia, 9; África, 7; Oceania, 3); concedeu mais de 2000 entrevistas, mais de 1400 horas no ar, em mais de 730 emissoras/retransmissoras (rádio/TV/Web), no Brasil e exterior.
Completar 90 anos com saúde é um privilégio. A diferença está em continuar trabalhando com interesse e disposição de um jovem de 18 anos. É só pesquisar nas redes sociais: a agenda de Divaldo; a condição de Embaixador da Paz; a Mansão do Caminho, em Salvador. Assim será possível avaliar a extensão da obra de um dos mais respeitados vultos do Espiritismo da atualidade. Parabéns, Divaldo! Muitos anos de vida, com saúde e paz!

(Texto publicado no jornal Folha da Região, 05-04-2017
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Divaldo Pereira Franco
Formatura como Professor Primário ano de 1943
Divaldo Pereira Franco em foto para documento no ano de 1945
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Conferência por Divaldo Pereira Franco,  no ano de 1956,
no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, RS, Brasil. Foto do arquivo de Jorge Moehlecke 
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Divaldo Pereira Franco sendo entrevistado por Dr Mendes Ribeiro na TV Gaúcha na década de 1970
Foto gentilmente cedida por Jorge Moehlecke para este trabalho.
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Foto na manhã do dia 22 de abril de 1973, no encerramento da 16ª. COMENOESP, quando
Divaldo participou de uma entrevista com ampla participação dos presentes.  A partir da esquerda:
Ismael Gobbo, César Perri, Therezinha Oliveira, Divaldo Pereira Franco e Israel Antonio Alfonso.
Divaldo em Assunção, Paraguai, em 10/2012.
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Divaldo Pereira Franco (E) e Charles Kempf
Participando do II Taller  Espírita Internacional,  em Cuba, abril de 2008
Divaldo Franco em Los Angeles, EUA. 04-2012.
Divaldo em Dubai.
Sydney Austrália recebe Divaldo Pereira Franco. 27-10-2012
Divaldo. Londres, 10-05-2012.
Divaldo na ONU em 2013.
Divaldo em Milão, 2014.
Divaldo em Istambul, Turquia, 2010.

Registro. MAP- Divaldo Pereira Franco no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 02/04/2017

Domingo, 2 de abril de 2017 - um dia histórico para o movimento espírita, dia em que lembramos o aniversário do saudoso Chico Xavier (02-04-1910 / 02-04-2017), um momento, certamente inspirado pelos amigos espirituais, para que Divaldo Pereira Franco, pela primeira, estivesse no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, comemorando antecipadamente seu aniversário de 90 anos de idade (1927-2017) e 70 de trabalho de esclarecimento e divulgação dos ensinamentos do Divino Galileu, através da Doutrina Espírita, em evento promovido pelo Movimento de Amor ao Próximo - MAP, em seu 13º Seminário Beneficente.
Com uma ocupação total de seus 2100 lugares, o Teatro Municipal foi palco inicialmente, da gravação de cenas do filme biográfico sobre Divaldo Franco, dirigido por Clóvis Mello e Raul Dória.
Em seguida momentos musicais de grandes emoções e apresentação de vídeo mostrando um pouco da trajetória desse "Gigante da Palavra", nos setenta anos de Mediunidade com Jesus, completados no dia 27 de março último, participando de mais de 14 mil conferências, por 64 países em mais de 2 mil cidades. Esteve na Organização das Nações Unidas - ONU conferenciando em oito oportunidades. Homenageado em  mais de mil ocasiões por Instituições Culturais, Religiosas, Políticas e Governamentais. Recebeu o título de Embaixador da Paz no Mundo. 
Em 1952, junto com Nilson de Souza Pereira, fundou a Mansão do Caminho, obra social do Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador - BA, um admirável complexo educacional atendendo mais de 3500 pessoas diariamente. Adotou e educou mais de 600 filhos.
Sua obra literária e mediúnica ultrapassa 250 livros publicados, recebidos através de 211 autores espirituais, com mais de 10 milhões de exemplares vendidos, com todos os direitos autorais cedidos à Entidades Filantrópicas.
Em seguida Divaldo Pereira Franco começou a conferência sobre o tema "Seja Feliz Hoje", discorrendo a cerca do conhecimento humano, desde a micropartícula ao macrocosmo, citando grandes estudiosos do pensamento e da mente humana, como Carl Gustav Jung (1875-1961), Viktor Frankl (1905-1997), Milton Erickson (1901-1980), entre outros. 
Citando Jesus, 0 Maior Psicólogo da Humanidade, buscou mostrar a ligação dos principais ensinamentos de Jesus com as recentes descobertas da psicologia moderna, em que a Veneranda Joanna de Angêlis, mentora espiritual do médium baiano, vem sendo grande divulgadora desses postulados, através de suas obras sobre a Psicologia transpessoal em que esclarece que os problemas, sofrimentos e tristeza fazem parte da grande viagem do espírito, todavia, não podemos deixar que tais situações obscureçam nossa alegria de viver.
Ao terminar sua conferência o Semeador de Estrelas foi calorosamente aplaudido, recebendo do MAP mais homenagens com placas alusivas ao seu aniversário e sua trajetória mediúnica, em que vem iluminando milhares de consciências.
No intervalo do seminário, Divaldo Franco autografou e cumprimentou alguns dos participantes do evento.
O encontro foi encerrado com todos cantando a música de Nando Cordel "Paz Pela Paz". 
Divaldo Franco obrigado por sermos seus contemporâneos em que somos testemunhas de seu exemplo de perseverança, de fé e de amor, que a todos nos contagia, convidando-nos a prosseguir com alegria ao encontro com Jesus.
  Texto e fotos, Luismar Ornelas de Lima

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

sexta-feira, 31 de março de 2017

Noite de comemoração na Mansão do Caminho, celebrando os 70 anos de oratória de Divaldo Franco, 30/03/2017

70 anos????
É isso mesmo, 70 anos de oratória, “semeando estrelas”, pois que ele “tem uma estrela na boca”.
Fala-nos Joanna de Ângelis que a palavra é “instrumento valioso, doação divina, para o elevado ministério do intercâmbio entre os homens. Não poucas vezes, a mesma se converte em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência, em bisturi da revolta e golpeia às cegas, ao império das torpes paixões.
A má palavra envenena e mata, enlouquece e fulmina, desequilibra e arma de ódio.
Muitos falam sem pensar, gerando antipatias e fomentando crimes.
Outros pensam sem falar e perdem as oportunidades edificantes de sustentar o ideal do bem e da vida.
A boa palavra ergue e consola, ensina e corrige, ampara e salva.
Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras dirimem conflitos, equacionam incógnitas, resolvem dificuldades”.
Na noite de ontem, 30.03, no espaço dedicado à reunião doutrinária “Conversando sobre Espiritismo” aqueles os que o amamos dedicamos-lhe uma singela homenagem, que não consegue, mesmo juntamente com outras tantas, expressar, traduzir o real significado de sua vida em nossas vidas.
Não são 70 anos de existência, o que já seria altamente expressivo, mas de oratória, de utilização desse valioso instrumento, a palavra, a benefício de muitos, ensinando, amparando, consolando, renovando esperanças e iluminando, qual um Farol, os barcos-seres na escolha da rota segura no grande oceano da Vida.
No discreto preito de gratidão foi apresentado um vídeo, resultado da edição de dois outros realizados pela Intelítera Editora e pela Federação Espírita do Paraná entremeados com a música “Fica sempre um pouco de perfume”.
Logo em seguida, duas placas foram passadas às suas mãos, pelo presidente da Instituição, Demétrio Ataíde Lisboa, e um grupo de confrades da mesma, representando a capital sergipana, bem como a entrega de um ramalhete de rosas por parte de alguns filhos do seu coração.
Fazendo uso da palavra, Divaldo falou, sinteticamente, de toda sua trajetória pela mediunidade e a marcante significativa primeira palestra na cidade de Aracajú. Encerrando com a prece, nos conduziu, de forma tocante, utilizando o poema “solo tu” da poetisa argentina Alfonsina Storni.

Fotos: Lucas Milagre
Texto: João Araújo


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 28 de março de 2017

Divaldo Franco - Encerramento I Encontro Fraternidade Sem Fronteiras 26/03/2017. Campinas, SP

TEXTO: Djair de Souza Ribeiro   FOTOS: Sandra Patrocínio
Manhã de domingo, ensolarada e convidando ao lazer ou ao “dolce far niente”. Enquanto muitos ainda deixam se envolver pela natural “depressão domingueira” por vislumbrarem a segunda-feira que se aproxima, uma multidão alegre e bem disposta vai buscando acomodar-se no Espaço Guanabara, em Campinas-SP, para o derradeiro dia do I Encontro da Fraternidade Sem Fronteiras.
A emoção incontida, transborda dos corações luarizados pelas mensagens do dia anterior que mobilizou  palestrantes de diversas religiões e atividades profissionais. Não obstante essa multiplicidade de correntes de pensamentos uma característica comum sobressaia: a dedicação em servir ao próximo e a prática da caridade abnegada e desinteressada.
Depoimentos de voluntários que estiveram nos locais devastados pela fome, miséria – social e econômica – e o desamparo oficial tocaram o coração de muitos.
As narrativas das cenas de penúria e fome chocaram os corações mais indiferentes. Todavia a mensagem de esperança falou mais alto, quando foram mostradas imagens das crianças – agora – alimentadas e assistidas.
Entre a miríade de dados e estatísticas divulgados pelos ocupantes que se revezaram na tribuna, a informação mais desconcertante e impactante foi fornecida por Divaldo: Enquanto – nas sociedades mais desenvolvidas economicamente – 40% da população sofre de obesidade, a FAO (Organização das Nações Unida para a Alimentação e Agricultura) alerta que nos próximos 10 anos cerca de 80.000.000 milhões de criaturas humanas morrerão à fome em todo o Planeta. Chocante e estarrecedor para uma Humanidade que conquistou o Cosmo e desvendou os segredos da matéria e das partículas subatômicas.
O primeiro dia terminara. Nas mentes uma certeza: Todos nós podemos e devemos participar da solução desse grave problema que envergonha a raça humana.
Foi nesse clima de expectação, emotividade e uma psicosfera espiritual sublime que teve início o segundo dia do Encontro.
Para encerrar Divaldo assumiu a tribuna para desenvolver o tema “O Papel da Fraternidade na Transição Planetária”
Divaldo Franco inicia sua conferência abordando as diversas barreiras para a real fraternidade entre os povos é o idioma e relembra a trajetória de Ludwik Lejzer Zamenhof (1859  1917) - oftalmologista e filólogo polonês – motivado por quebrar uma das grandes barreiras para a comunhão universal – a barreira da comunicação, devido às diversidades dos idiomas – dedicou-se a idealizar e criar um idioma Global: o Esperanto, a língua artificial mais falada e bem sucedida no mundo.
Em seguida Divaldo fala-nos do escritor russo Leon Tolstoi (1828 —  1910) um dos grandes nomes da literatura russa do século XIX e que publicou os romances Guerra e Paz e Anna Karenina obras que o consagraram no meio literário mundial, mas que não conseguia, contudo preencher o vazio que ele sentia e em um gesto inesperado, abdicou de seus títulos e passou a viver de forma simples junto dos agricultores de sua antiga propriedade, levando uma existência simples e em proximidade à natureza, pois buscava o Reino de Deus e Sua justiça.
Dessa experiência transcendental publicou em 1.894 aquela que lhe seria a grande obra de não ficção de Tolstói: O Reino de Deus Está em Vós, obra em que Tolstói defende a ideia de que o cristianismo não é uma doutrina abstrata, mas uma proposta prática para a vida.
O livro gerou tanta polêmica que foi proibido pelo czar da Russia, e seu autor excomungado pela Igreja Ortodoxa Russa e por essa razão foi publicado pela primeira vez na Alemanha, pois fora banido em seu país de origem, a Rússia.
Anos mais tarde esse livro foi lido por um indiano radicado na África do Sul e que pela cor da sua pele sofria ignominiosa descriminação. Advogado por formação acadêmica, professando o hinduísmo, esse jovem encontrou a motivação para seguir sua missão.
Era Mohandas Karamchand Gandhi (1869—1948) que deixou a África do Sul e voltou para a, então, colônia inglesa da Índia, onde se tornou, mais conhecido como Mahatma (A Grande Alma) Gandhi e, pacificamente, libertou o povo da subjugação inglesa, utilizando-se da “Satyagraha” a política da Não-Violência.
E o livro que inspirou Gandhi caiu, anos mais tarde, nas mãos do americano Martin Luther King Junior (1929—1968) um pastor protestante que se tornou um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo.
Em comum entre ambos o fato de terem sido covardemente assassinados. Morreram, mas não os seus ideais e sonhos as quais lograram libertar mais de 1 bilhão de almas da violência da falta de liberdade.
Seguindo com o tema Divaldo aborda a questão da Guerra – a face mais visível do egoísmo e da crueldade humana – emocionando a todos com a narrativa do Rabino Samuel que no ano de 1930 morava próximo a um jovem alemão. Diariamente o Rabino quando passava próximo à residência do jovem germânico cumprimentava-o gentilmente:
— Guten Morgen, Her Müller (Em alemão – Bom Dia, Sr. Müller)
O jovem orgulhoso e arrogante mostrava-se indiferente à cordialidade do religioso judeu e jamais retribuirá o cumprimento.
Essa cena repetiu-se centenas de vezes, até a eclosão da 2ª Guerra Mundial e a adoção da política de Hitler de extermínio dos Judeus.
Em uma manhã gelada do inverno europeu, um fila enorme é organizada em um campo de concentração. À frente da fila um oficial das temidas tropas SS nazista segurando nas mãos um rebenque examinava a cada um dos prisioneiros e determinava seu destino.
Se o rebenque fosse apontado para a esquerda o prisioneiro era arrastado às câmaras de gás e assassinado. Caso o rebenque apontasse para a direita o prisioneiro era levado para as cabanas e permanecia vivo – até a próxima vistoria.
A fila seguia sua cadência trágica - Esquerda: Morte. Direita: Vida - até que postou-se diante do oficial um senhor alquebrado pelos sofrimentos e em um gesto audacioso ousou dirigir a palavra ao comandante nazisya:
— Guten Morgen, Her Müller.
O soldado, que trazia afivelada ao rosto a máscara da indiferença, estremeceu ao reconhecer a voz de seu antigo vizinho e diante daqueles olhos humildes que o fitavam, apontou o rebenque para a direita. Vida!
Finda a Guerra o rabino Samuel foi convidado a testemunhar as atrocidades e participar do julgamento de vários dos carrascos nazistas que não lograram fugir ou suicidar-se.
Diante de Herr. Müller – agora prisioneiro de Guerra – o rabino voltou a cumprimenta-lo: — Guten Morgen, Her Müller – e respondendo ao juiz que lhe indagara sobre o réu, o antigo prisioneiro dos campos de extermínio reconheceu que aquele jovem à sua frente havia-o salvado.
Ao sair do tribunal – que o condenara - o ex-soldado nazista deteve-se diante do Rabino e lhe sussurrou:
— Vielen Danke, Herr Rabino (Em alemão – Muito obrigado, Sr. Rabino).
Guerras. Conforme o pesquisador Kenneth Boudling (1910-1993), em o livro Paz Estável, nos últimos 3.500 anos de registros históricos, o mundo só teve 268 sem guerras. Somente nas guerras do século XX morreram 98.000.000 de seres humanos. O pior dessa estatística é que a maioria das guerras ocorreu por motivos religiosos. Hipocritamete alegando amar a Deus mas odiando ao seu irmão.
São chegados os momentos da Transição Moral da Humanidade. Ocasião em que o joio – a erva daninha – será separado do trigo.
Para tanto, os candidatos ao “Trigo de Deus” deverão derrubar as fronteiras – não somente as fronteiras geográficas , mas principalmente aquelas que erigimos - por trás das quais nos ocultamos e que nos impedem de ver ao nosso próximo que do outro lado dessa barreira de indiferença clama por socorro, físico ou moral.
Muitos se perguntam quando dar-se-á a Transição Planetária?
Divaldo silencia por uns poucos segundos e como que olhando para cada um de nós, adverte com a severidade assertiva de quem dedicou a vida ao próximo:
— Este dia chegará, quando aprendermos a estender as mãos ao nosso próximo e sem fronteiras de nenhuma espécie chama-lo de irmão. A verdadeira fraternidade.
No exato instante em que a conferência aproximava-se do final uma falha na rede elétrica emudeceu os microfones, mas que foi incapaz de silenciar Divaldo Franco.
Em meio a um silêncio completo Divaldo ergueu sua voz poderosa e convidou-nos a todos a seguirmos os passos desses valorosos trabalhadores do bem da Fraternidade Sem Fronteiras, lembrando-nos a todos com ênfase:
— Agora é o teu momento de fazer algo pelos que choram e pedem amparo. Compaixão e não piedade!
Olhos nublados de lágrimas emolduravam a maioria das fisionomias. Nas mentes a certeza de que podemos fazer a diferença e tornar o Mundo melhor. Silenciar nossas queixas e agirmos de conformidade com a lição imorredoura de Jesus e registrado pelo evangelista Mateus no capítulo 25 do versículo 31 ao 46:
Quando o Filho do homem vier em sua glória, reunirá todas as nações diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.
Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita:
— Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram.
Então os justos lhe responderão:
— Mas Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?
O Rei responderá:
— Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram.
Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda:
— Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram.
Eles também responderão:
— Mas Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e não te ajudamos?
Ele responderá:
— Digo-lhes a verdade: o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo.
FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO



(Recebido em email de Jorge Moehlecke)


segunda-feira, 27 de março de 2017

Divaldo Franco - Fraternidade Sem Fronteiras 25/03/2017 Campinas, SP

TEXTO: Djair de Souza Ribeiro   FOTOS: Sandra Patrocínio
O Espaço Guanabara, na cidade de Campinas-SP, recebeu cerca de 600 participantes do 1° Encontro Fraternidade Sem Fronteiras – com o tema “Um só Povo, um só Coração” – evento organizado pela ONG Fraternidade sem Fronteiras, uma organização sem fins lucrativos, que apesar de brasileira, tem a atenção voltada para as regiões mais pobres do mundo.
Focando - desde 2009 - na implantação de Centros de Acolhimento em locais onde a fome, a miséria e o desamparo vitimam diariamente inocentes, com destaque por Moçambique, na África, onde o número de órfãos da AIDS não para de crescer, e que obrigam as crianças – na ausência dos pais - a assumirem a responsabilidade de cuidar dos irmãos mais novos, perdendo os direitos mais básicos das crianças: Educação, alimentação, as brincadeiras e os cuidados médicos.
O evento foi aberto pelas palavras de Divaldo Franco que emocionou a todos com a narrativa comovente da vida de Albert Schweitzer (1875 — 1965) teólogo, músico, filósofo e médico alemão, nascido na Alsácia, então parte do Império Alemão que abandonou a vida confortável e de muita fama que usufruía por toda a Europa por ser um dos melhores intérpretes de Bach, além de prestigioso pastor em sua Igreja e professor Universitário.
Abandonou toda essa invejável posição social e dirigiu-se para as colônias francesas na África para atender os nativos que, abandonados à própria sorte, lutavam para manter a vida. Mas para tanto, frequentou a Faculdade de Medicina, tornando-se médico exclusivamente para essa tarefa.
Com a esposa viajou para o Gabão para um local chamado Lambarèné onde cuidava de mais de 40 doentes por dia e paralelamente ao serviço médico, ensinava o Evangelho com uma linguagem apropriada, dando exemplos tirados da natureza sobre a necessidade de agirem em beneficio do próximo.
Por essa atitude altruísta Albert Schweitzer recebeu, em 1952, o Prêmio Nobel da Paz. Homenagem idêntica com a qual foi laureada Madre Teresa de Calcutá em 1979 igualmente por dedicar sua vida em auxiliar o próximo.
Posteriormente Divaldo cita a comovente história de Ananda relatada - em toda sua emoção e detalhes – no livro de Dominique Lapierre (1931), Muito Além do Amor.
Ananda, jovem hindu Pária (classe social inferior), que aos 13 anos foi expulsa de casa por manifestar a Hanseníase. Abandonada foi sequestrada violentada sexualmente e colocada em um prostibulo até o momento em que as feridas da Lepra tornaram-se evidentes resultando na sua expulsão daquele antro.
Uma vez mais abandonada e quase morta de fome foi acolhida por Madre Teresa de Calcutá que não só lhe salvou a vida física tratando-a da moléstia e alimentando-a como também, e principalmente, devolvendo-lhe a dignidade e a vontade de ser útil a seu próximo e inundada de felicidade adotou o Cristianismo passando a integrar a congregação religiosa das Missionárias da Caridade, ordem fundada por Madre Teresa.
Eclodia em todas as partes do Mundo o surto de AIDS fazendo-se acompanhar de terrível preconceito em virtude da ausência de tratamento e cura, o que relegava os aidéticos ao mais completo abandono.
Madre Teresa, fazendo-se acompanhar de outras 10 irmãs da Ordem – incluindo Ananda – que iniciaram, em Nova York, a assistência aos desvalidos, incluindo alguns prisioneiros homicidas e condenados à pena de morte
Um dos condenados afeiçoou-se por Ananda e ela esquivou-se. Um dia ele disse-lhe que era rejeitado por ser aidético. Ela lhe respondeu, tranquila, que não se tratava disso, mas porque era casada com Jesus, e afirmou:
— Perco a vida, mas não trairei Jesus.
O criminoso, tomado de um ódio covarde aplicou em Ananda , quando ela estava atendendo outro paciente, sangue retirado do próprio corpo que iria contaminá-la.
Ela sorriu para ele e afirmou sem medo, nem ódio ou raiva:
— Seja feita á vontade de Jesus - e seguiu naturalmente com as suas tarefas.
O condenado morreu poucas semanas depois. Ananda prosseguiu sua missão e nunca desenvolveu a doença.
A atmosfera emocional e espiritual do local onde se realiza a conferência atinge seu ponto culminante. Corações enternecidos pelas narrativas de exemplos vivos de que é possível – quando assim se deseja – atender ao apelo de Jesus, Mestre e Guia de todos nós: — Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros. (João 13:34).
 Divaldo dirigindo-se a todos observa que a (ONG) Fraternidade Sem Fronteiras é um braço de Jesus que busca levar o socorro e o amparo a tantos sofredores nas terras distantes de Moçambique e Madagascar por intermédio de jovens sonhadores que por através de ações direcionadas ao bem buscam transformar amargura em sorrisos, cantando o hino da Solidariedade, atendendo ao convite exarado pelo Mestre Jesus: — Vinde a mim todos vós que estais sobrecarregados e aflitos e eu os aliviarei. (Mateus 11:28).
Com o olhar severo, mas com o coração a transbordar amor em suas palavras, Divaldo enfatiza que nessa hora tão dura para toda a Humanidade, silenciemos nossas queixas e busquemos ser Anandas ou como os integrantes da Fraternidade Sem Fronteiras e aproveitemos a oportunidade que Jesus nos oferece — Aquele que crê em mim também fará as obras que faço. (João 14:12).


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco no Paraná XIX Conferência Estadual Espírita. Pinhais, PR

19 de março de 2017
A individualidade é o Espírito que somos, no corpo em que estamos. (Divaldo Franco)
Estando presente diversas lideranças e expositores da Doutrina Espírita do Paraná, do Movimento Espírita brasileiro, do Paraguai e dos Estados Unidos da América, a XIX Conferência Estadual Espírita foi encerrada. O Presidente da Federação Espírita do Paraná, Adriano Greca, sensibilizado, agradeceu o trabalho e o apoio dos colaboradores, em número expressivo, destacando o trabalho da equipe dos intérpretes da língua dos sinais – LIBRAS -, as caravanas que se deslocaram de vários Estados, do Paraguai e dos Estados Unidos da América para estarem presentes neste ágape espiritual que se desenrolou durante três dias em Pinhais/PR. O Saldo destes últimos três dias de intensas atividades foi altamente positivo. Foram, nas palavras de Jorge Godinho, Presidente da Federação Espírita Brasileira, momentos de interação dos dois planos da vida, foram, também, dias de aprendizado e de reflexões valorizando o maior arcabouço filosófico que a humanidade possui, O Livro dos Espíritos.
Sem descanso e sem cansaço, Divaldo Franco, orador, médium e humanista reconhecido internacionalmente, proferiu a conferência de encerramento abordando o tema Desafios Existências. Destacando a individualidade, uma das características constituintes do ser humano segundo Peter Ouspensky (1878 – 1947), o pacifista e dedicado servidor do Cristo, frisou que essa individualidade tem por meta buscar o vir a ser, isto é, traçar um perfil desejável de aprimoramento espiritual e moral. A individualidade é o Espírito que somos, no corpo em que estamos. Essa individualidade permanece, a despeito do desaparecimento da indumentária física. O SELF não se destrói, transitando de corpo em corpo até alcançar o estado numinoso, segundo Carl Gustav Jung (1875-1961), psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, ou seja, o estabelecimento do Reino de Deus na intimidade do ser humano, conforme ensinava o Mestre de Nazaré.
A reencarnação tem por meta principal desenvolver o Espírito, devendo aprender a respeitar o outro, a conviver com os demais, evitando ferir por qualquer forma o próximo. Assim, o ser lúcido deverá analisar-se, examinando a sua individualidade, descobrindo as inclinações más herdadas das ações realizados no passado.
Narrando a história de Ilse, um caso registrado pelo renomado psicanalista americano Dr. James Hollis e publicado no livro Os Pantanais da Alma, Divaldo, um dos mais consagrados oradores e médium da atualidade, emocionou o numeroso público composto por cerca de doze mil pessoas, apresentando o drama dessa Polonesa, radicada nos Estados Unidos da América.  Ilse era uma jovem cristã, que no ano de 1.942, enquanto fazia compras, foi equivocadamente identificada como judia e levada como prisioneira para terrível campo de concentração na própria Polônia e depois para outros, como o Bergen-Belsen, na Alemanha. Seus protestos e apresentação de documentos comprovando não ser judia não demoveram os inflexíveis soldados das Tropas SS, que ali estavam para aprisionar todos os que fossem hebreus. Chegando ao campo de concentração, foi empurrada para a fila de triagem de onde seria enviada para a câmara de gás ou para o barracão de prisioneiros.
À sua frente estava uma mulher frágil acompanhada de duas filhas muito pequenas. Antevendo seu destino, a morte pelo gás, tentou a enfraquecida mãe, deixar com Ilse ambas as meninas para que pudessem escapar da morte terrível pela asfixia. Temendo ser envolvida naquela situação – o que fatalmente resultaria na sua morte – Ilse empurrou com força as duas meninas na direção da senhora que já se afastava em direção a execução. Um soldado nazista percebendo a tentativa da verdadeira mãe em salvar as filhas, com requintes de crueldade e impiedade, mandou as meninas para junto de sua mãe, destinando-as à morte, também.
Ilse jamais esqueceu o olhar daquela mulher fragilizada, física e emocionalmente, a lhe fitar naquele momento. Ilse jamais se esqueceria das lágrimas que vertiam daqueles olhos entristecidos, desesperados.
Lutou para não morrer, sobrevivendo a diversos campos de concentração, sempre aguardando ser selecionada para a morte. Os anos se dobraram e finalmente o campo de concentração foi liberado pelos aliados Russos. Ilse estava entre os sobreviventes. Saiu dali como uma sombra fantasmagórica. Foi para um campo de refugiados e depois transferida para a Inglaterra.
Mais tarde mudou-se para Chicago, nos Estados Unidos da América, passando a viver as facilidades do conforto americano, tornando-se bibliotecária. Certo dia, em seu ambiente de trabalho, encontrou uma coleção de jornais encadernados do ano de 1.942. Esse ano lhe era muito peculiar. Com as mãos trêmulas pegou o volume, e ao acaso, abre em uma página onde havia uma fotografia. Ilse se identificou, fora fotografada no exato momento em que empurrava as garotinhas de volta para a mãe. Jamais se perdoara. Recusava-se a casar. Não se considerava digna de ser mãe, nem mesmo se achava digna de ser amada. Não lograra obter a paz para sua consciência. Peregrinara por diversas religiões, mas em nenhuma conseguira encontrar o que tanto almejava: o perdão de sua covardia moral que resultara na morte de mãe e filhas.
Tomada de profunda angústia e tristeza, Ilse escreveu ao seu psicanalista pedindo um encontro sigiloso onde somente ela falaria por um espaço de duas horas, bem como deveria guardar segredo absoluto. Ao pedido anexou uma fotografia velha, amassada, parecendo ter sido arrancada de um jornal. Aceita as condições, o encontro foi marcado. No dia estabelecido, Ilse compareceu ao consultório, narrou todo o seu drama, informando que na crença judaica, o pecador que encontrasse três pessoas dignas para se confessar, seria perdoada. Seu psicanalista foi o primeiro.
Terminada a exposição, o psicanalista disse a ela que pegasse de volta com a secretária o valor da consulta, pois que ele não havia contribuído, como profissional, para a melhora da paciente. No livro em tela, o profissional se perguntava: teria Ilse encontrado os outros para que se sentisse perdoada?
São esses os espinhos cravados na alma dos indivíduos. Esses desafios existências são variados e intrincados. O egoísmo, os vícios físicos e morais, os maus hábitos, invariavelmente levam os indivíduos aos vales do sofrimento. As Leis Divinas ou Naturais não podem ser defraudadas, nem derrogadas, sua ação é educativa e reabilitadora. Os espinhos cravados na alma perturbam a marcha. Devem ser arrancados e suas cicatrizes curadas.
O Benfeitor Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, informa que somente se poderá considerar vitorioso depois da desencarnação, pois que a qualquer momento um deslise pode ser praticado e constatar que, caindo, perdeu as oportunidades de evolução. Assim, cada qual deverá se manter atento para não cair nas ciladas do egoísmo, do orgulho, da vaidade, da presunção, por exemplo.
Jesus há dois mil anos nos espera. Esse ser de luz chama os seus eleitos à plenitude. Ele deu ao mundo os mecanismos e conhecimentos para que todos pudessem estar com Ele, redivivo, trabalhando mergulhado em Seu amor, em verdadeiro ato de doação e entrega incondicional. Os grandes desafios são as imperfeições, a falta de fé.
Com narrativas esclarecedoras, Divaldo Franco destaca que a verdade quase sempre é preterida em favor da fantasia enganadora e bajuladora. O Espiritismo é instrumento eficaz no despertamento da consciência, onde o céu e o inferno são construções individuais e particulares. O Evangelho é Jesus de volta para enxugar as lágrimas da dor, acolhendo as súplicas dos sofredores e as lamúrias de tantos. O amor está, como sempre esteve, presente no seio da humanidade que nem sempre se mostra receptiva à esta fonte de vida.
Há que se ter coragem de amar para poder abafar a ação das imperfeições, perdoando e perdoando-se. Cada criatura humana deve se destacar no amor ao próximo, e ao passo em que vai se depurando, vai extraindo do imo da alma os espinhos da iniquidade humana. Cada um deve enfrentar as duras lutas para não se deixar envolver pelas fraquezas de caráter e que precisam ser trabalhadas.
Mensagem de Bezerra de Menezes
O Benfeitor, pela psicofonia de Divaldo Franco, deixou sua mensagem acolhedora e instrutiva e anotada segundo a minha própria percepção, dizendo que deveríamos nos alegrar esperando que nossos nomes estejam escritos no livro do Reino dos Céus, atendendo ao doce e suave chamado de Jesus. Não tergiversar, não se enganar ou enganar a ninguém. O sentido da vida é amar, tendo Jesus presença assegurada em nossos corações. Tanto sofrimento, tanta tecnologia de ponta e tanta carência moral, dominados pelas paixões enganadoras. Que o nosso esforço seja coroado de luz. Ouvistes as orientações dos expositores amorosos e deles recebestes as instruções de bem-viver. Em qualquer circunstância sejas aquele que ama, que agradece todos os cometimentos da vida. As dores do mundo quando bem suportadas transformam-se em estrelas de bênçãos.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke
(Informações recebidas em email de Jorge Moehlecke)

Registro. Divaldo Pereira Franco no Paraná XIX Conferência Estadual Espírita. Pinhais, PR

18 de março de 2017
O amor, quanto mais se divide, mais se multiplica. (Divaldo Franco)
Divaldo Franco, voltando a se expressar na XIX Conferência Estadual Espírita, promovida pela Federação Espírita do Paraná, abordou o tema O Ser Humano Integral.
Em 1917, em plena Revolução Russa se destacou George Ivanovich Gurdjieff (1866 – 1949), um estudioso do comportamento humano, notadamente da consciência. Para tal reuniu em torno de si alunos interessados nessa Escola de Consciência. Obtendo um salvo-conduto, viajou ao redor do mundo para encontrar homens notáveis. Após, em menos de um ano, fixou-se em Paris/França. Seu discípulo, Peter Ouspensky (1878 – 1947), era aplicado. Segundo Ouspensky, a criatura para ser humana deve se constituir de quatro características.
1ª – a personalidade;
2ª – o conhecimento;
3ª – a consciência, subdividida em níveis, a seguir expostos; e
4ª – a consciência cósmica.
Os níveis de consciência, de acordo com Peter Ouspensky são sete principais, a saber:
A intelectiva; a emocional; a instintiva; a motora; a sexual; a emocional superior (moral); e a intelectiva superior ou coletiva.
O verdadeiro espírita deve ser o modelo de homem integral, consciente de que pode colaborar para a transformação do planeta, tornando-se melhor do que foi ontem. O cidadão deve se melhorar para que o mundo seja melhor. As conquistas, as mudanças, se operam no campo interno das individualidades.
É necessário que a Doutrina Espírita saia dos livros e passe a ser praticada, dando um sentido ético de bem-viver, com a consciência própria e com o próximo. Quando o cristão se encontrar em dúvida, deve se questionar: Se fosse Jesus em meu lugar, o que Ele faria? É dever de todo espírita saber que o perdão é o filho dileto do amor.
Os ensinamentos de Jesus devem ser aplicados nas ações desenvolvidas pelos indivíduos como fundamento essencial, imaginando estar com Ele a percorrer as terras da Palestina do passado, embriagando-se no amor.
Esses dias que a humanidade vive, enaltecem o trabalho esclarecedor de Haroldo Dutra Dias pela sua tradução do Novo Testamento. O homem e a mulher integral são construtores corajosos do novo mundo que será melhor do que o de ontem. Aceitar o convite de Jesus para construir um mundo onde o amor seja o sentimento que une todos os indivíduos sob o manto de o Evangelho do Cristo é inadiável. Com o Poema Meu Deus e Meus Senhor, Divaldo concluiu se profícuo trabalho de despertar as consciências, muitas ainda adormecidas. Os aplausos atestaram o carinho e o amor que todos dedicam ao Semeador de Estrelas, confirmando que suas judiciosas palavras produziram algum resultado.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke                                                                                   


(Informações recebidas em email de Jorge Moehlecke)